CRÍTICA: MINHA VIDA DE ABOBRINHA (2017)

Por Rafael Yagami

Apelidado Abobrinha, Icare, um sensível menino de nove anos, é deixado pela polícia em um orfanato depois que sua mãe falece. Deslocado neste novo universo, ele aos poucos começa a se relacionar com as outras crianças e descobre o significado de amizade e confiança.

No primeiro minuto logo o publico já é arrebatado, mostrando apenas a rotina de um menino em um lar difícil, o estilo de animação é cheio de cores marcante, uma mistura de bonecos de pano com massinha, muito bem desenvolvido e extremamente fofo. A direção de Claude Barras é extraordinária, com menos de 1h10 de duração vários temas são trabalhos, não é um filme para crianças, o trauma e o drama desenvolvidos são fortes e reflexivos.

O roteiro trabalhado por muitos baseado num livro é forte e competente ao trabalhar como a criança lida e enxerga o trauma, aqui temos temas desde alcoolismo á estupro, nada expositivo, porém chocante para o espectador. A dor é muito palpável, cada personagem tem uma parcela do peso dramático e o publico sente cada uma das emoções aqui expostas. Perda precoce dos pais causando uma depressão e comportamento agressivo por falta de atenção da família, são apenas pinceladas do que podemos ver nessas crianças, tudo o mais real possível.

Ma Vie De Courgette no original é um trabalho Frances e Suíço que foi indicado ao Oscar 2017, promete e cumpre emocionar com temas fortes e reais, tudo sob a perspectiva dos pequenos, não é apelativo e sim um delírio visual, composição e estruturação de personagens extraordinárias, tudo casado com uma trilha sonora apaixonante, não deixe de conferir essa nova jóia do cinema.


RAFAEL YAGAMI

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: