CRÍTICA: MAX STEEL (2017)

Por Rafael Yagami

Max é um adolescente de 16 anos que, como todas as pessoas da sua idade, está passando por um período de descobertas. Entretanto, as transformações na vida do jovem estão relacionadas aos incríveis poderes que ele descobre ter quando entra em contato com uma força extraterrestre.

Desde o início Max Steel era visto com um projeto corajoso, no sentido que de tudo poderia dar errado, tudo tinha chances para dar errado e tudo deu errado no resultado final. Comandando essa joça temos Stewart Hendler, que dirigiu em 2009 o suspense genérico adolescente “Pacto Secreto”, mas aqui entrega um trabalho ruim e sem visão. O filme é mal editado e mesmo sendo uma produção de baixa duração é irritante a todo o momento, o grande ápice do filme é entregue sem nenhum suspense e da forma mais tosca possível, efeitos visuais bem pobres e uma fotografia amadora. Takes longos e entediantes e muito foco onde não era necessário, uma direção morta, pior que trabalho de amador.

No roteiro temos Christopher Yost que ajudou no texto de “Thor – O Mundo Sombrio”, aqui se baseou no boneco da Mattel que mesmo sendo um incrível sucesso de vendas, não tinha material nenhum para um filme solo, já foi adaptado para desenhos infantis, mas a proposta aqui é bem estranha, não é um filme voltado para as crianças, o filme se leva a serio a todo o momento, a trama além de tosca é batida e nada original, usa os clichês de forma exagerada e os personagens são tão sem vida que o público esquece eles logo que a projeção acaba.

Acredite se quiser mais essa bomba conta com o indicado ao Oscar Andy Garcia aqui totalmente morto e no piloto automático, sem material nenhum para trabalhar o ator preferiu estar apenas de corpo presente para poder pagar suas contas com o cachê da produção. Maria Bello também se encontra aqui repetindo seu mesmo papel feito em outros 70 outros filmes do seu currículo e o protagonista Ben Winchell é tão sem personalidade e carisma que queremos a morte do seu personagem a todo o momento onde tal objetivo poderia ser alcançado.

Max Steel no original foi um grande fracasso nos Estados Unidos em bilheterias e critica, entra para a historia como um dos filmes a menos arrecadar em seu fim de semana de estreia, a produção infelizmente com ares de amadora é esquecível e um projeto cinematográfico lamentável, não serve para passar o tempo e nem se divertir com esse universo tosco, evite a todo custo essa bomba.


RAFAEL YAGAMI

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