Crítica: Livre (2014)

Por Bruno Peralva

 

O significado de Redenção no dicionário é: Ato ou efeito de remir ou redimir. Ajuda ou recurso capaz de livrar ou salvar alguém de situação aflitiva ou perigosa. E é redenção que a nossa heroína Cheryl (Reese Witherspoon) busca ao decidir fazer uma trilha de aproximadamente 3 meses no Pacific CrestTrail. Baseado na vida real de CherylStrayed, Livre é um filme sobre a própria busca por uma segunda chance, e isso é possível se você se permitir e não desistir.

Com uma vida virada de ponta cabeça, CherylStrayed decide fazer uma trilha no Pacific CrestTrail, depois de ver de relance um guia da viagem, para como a mãe dela dizia contemplar a bela natureza. Ela estava vivendo no limite, em sua conta tinha sexo promíscuo com qualquer um que a pedia, mesmo sendo casada, e ela estava se drogando.

Cheryl não era desse jeito, ela estudava, tinha uma vida dentro da normalidade, mas criticava sua mãe por estar sempre tão feliz sendo que havia sido vítima de um marido abusivo e ter uma vida sem muitos recursos.

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Durante a trilha ela sempre se lembra das palavras da amiga, “Você pode desistir a qualquer momento que quiser”. Cheryl é testada seja pelo cansaço, por homens que aparecem no seu caminho. Uma mulher que transava com qualquer um fica com medo de dois homens que aparecem em seu caminho a desejando e com palavras vulgares para ela, a intimidando, e também de um homem que ela pede ajuda. Fatos mostram a mudança da heroína que passa a não agir mais somente no piloto automático. Cada desafio ultrapassado, cada objetivo alcançado percebe-se o orgulho e felicidade na expressão de Cheryl.

Com uma atuação mais que segura, Reese Witherspoon transborda emoção em seu papel, sem maquiagem ou com pouquíssima, ela se passa por uma mulher que precisa dessa reabilitação, dessa redenção que como descrito no dicionário, ela precisa se salvar desse caminho perigoso e que a aflige. Uma história profunda e não fictícia que deixa de lição que todos podem ter uma segunda chance e recomeçar, basta se permitir e não desistir.

Livre não chegava a ser um filme para concorrer ao Oscar, nem mesmo pela atuação de Witherspoon, mas o filme não é nem um pouco dispensável, pois com certeza traz uma carga emocional muito boa e faz quem assiste pensar em seus próprios valores, em sua própria vida.

BRUNO PERALVA
BRUNO PERALVA

 

Nota: 8/10

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