CRÍTICA: JOVENS, LOUCOS E MAIS REBELDES (2016)

Por Cleber Eldridge

2 ESTRELASSinceramente, nunca fui dos maiores apreciadores do cinema de Richard Linklater, isso para não entrarmos no debate Boyhood Vs. Birdman (mil vezes o filme do Iñarritu) no meu olhar, seu cinema é quase sempre superficial demais, enfim deixemos isso para outra hora, mais uma coisa, que raios de titulo é esse? Quanta falta de criatividade por parte da distribuidora brasileira.

Em setembro de 1980, o mundo estava em transição. O ator que virou governador da Califórnia Ronald Reagan estava desafiando o incumbente Presidente Jimmy Carter. Na Europa Oriental, os trabalhadores estavam começando a se sindicalizar, enfraquecendo o opressivo regime soviético. Na Universidade Southern Texas State, o calouro Jake Bradford (Blake Jenner) estava dando os primeiros e desajeitados passos em direção à vida adulta.

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“É um tanto autobiográfico”, disse Richard Linklater, diretor, roteirista e produtor. “Quando olho para trás, percebo que a faculdade foi uma época divertida, não apenas no campo pessoal, mas era um momento cultural interessante. Ainda era o final dos anos 1970. O que as pessoas agora reconhecem como os anos 1980 não emplacou de fato até 1982 ou 1983.”

Em 1992, Richard Linklater criou um filme que é a quintessência da vida de estudantes do ensino médio em pequenas cidades dos anos 1970 em “Jovens, Loucos e Rebeldes”. O arco narrativo tem duas grandes frentes: a primeira segue o modelo de da primeira parte (espiritual de Jovens, Loucos e Rebeldes, como chamou o diretor) com piadas prontas e situações típicas da idade, aoutra – talvez mais polêmica – encaixa Beverly (Zoey Deutch), jovem pensadora que conquista o coração de Jake. A comédia, é claro, desponta como gênero principal – e até por isso o desfecho romanceado causa certa estranheza. Jake funciona como um bom neutralizador, ou seja, balanceando os excessos de seus novos colegas,e claro que ele mesmo acaba cometendo deslizes, justificados pelo seu contexto e pela sua idade. A química entre os jovens atores é excelente, deixando a impressão de que realmente estamos acompanhando uma história de amigos, infelizmente nem tudo são rosas no filme.

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Particularmente não achei grande coisa, como quase tudo que o diretor fez, “o senhor do tempo” como andam chamando ele por ai, mais uma vez não me convenceu, o elenco não passa segurança, as coisas tentam se desenrolar, mais não desenrola. O diretor voltou no tempo, lá nos anos 70 (que década viu!) e ao meu ponto de vista, não soube desenvolver.


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Cleber Eldridge

1 thought on “CRÍTICA: JOVENS, LOUCOS E MAIS REBELDES (2016)

  1. Além do BOM cinema, temos bate-papos; jantares; política etc.

    == Os Inteligentinhos ==

    Sejamos pragmáticos em relação ao PT e PCdoB e seus Satélites. Por exemplo:

    OS INTELIGENTINHOS do PE-TIS-MO, DA SOCIEDADE CIVIL — estudantes, professores universitários, jornalistas, professores, cineastas, uspianos, cantorzinhos etc.

    Faça o favor! Num JANTAR DE INTELIGENTINHOS faça o seguinte:

    «Chegue num jantar de inteligentinhos e, por exemplo, defenda a LAVA-JATO. Haha. Você vai VER o que vai acontecer com você, né? Vão olhar TORTO pra você achando que, de repente, você é dono de um banco, alguém assim! E não alguém que trabalha duro para sobreviver e, por isso, SEMPRE desconfia de quem não o faz… Né?».

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