CRÍTICA: JOGO PERIGOSO (2017)

POR: RAFAEL MAYRINK

            Definitivamente 2017 é o ano para as adaptações dos livros do Stephen King

Este suspense vai te deixar vidrado, ainda possui ótimas cenas para assustar.  Na história acompanhamos um casal que viaja pra uma casa de campo para aproveitar um momento romântico que envolve jogos adultos. Depois de ser algemada na cama, Jessie (Carla Gugino) participa dos jogos do marido Gerald (Bruce Greenwood), até que a situação tem uma mudança trágica. Ela é deixada amarrada e sozinha com suas memórias dolorosas de infância, um cachorro de rua faminto, as vozes em sua mente, e, possivelmente, alguém que a observa do canto escuro do quarto.

O primeiro fato que faz deste um ótimo filme é as interpretações. Gugino esta na sua melhor interpretação.  Ela passa de uma mulher romântica, a paranoica em segundo, mas tão natural que você acredita que ela esta mesmo ali presa a tanto tempo. Enquanto Greenwood é aquele tipo de personagens com camadas, mesmo quando ele é a imaginação dela.

@Netflix

 Outro fato é a construção da história. O diretor e o roteirista Mike Flanagan conseguiu construir momentos perturbadores sem precisa apelar para sustos baratos e também por não mostrar de mais, sempre ficando com aquela sessão de que tem algo acontecendo, mas o que? E os diálogos são ágeis, e isso torna tudo mais tenebroso.

Um dos poucos momentos que o filme peca é quando ele começa a entrar no passado da personagem. Mesmo que aquilo seja relevante para história, eu me pegue pensando que queria estar vendo ela presa na cama e como ela vai conseguir sair de lá. E acho que ele teve finais de mais, podia ter uns 5 minutos a menos para terminar de uma forma mais intrigante.

@Netflix

Gerald’s Game é um filme angustiante, aterrorizante e uma bela construção do que uma paranoia pode causar. Bom para quem busca mais do que uma diversão, mas sim uma momento de pura tensão.


Rafael Mayrink

Um comentário em “CRÍTICA: JOGO PERIGOSO (2017)

  • 10 de julho de 2018 em 17:18
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    O elenco fez um excelente trabalho no filme. Acho que a atmosfera do filme é estressante e te mantém no suspense até o final, realmente gostei. Stephen King é um gênio de terror, tem um talento incomparável, é o melhor escritor. Minha história favorita dele é It: A coisa , acho que Pennywise é um icone, recém vi o novo filme, dirigido por Andy Muschietti e adorei, é sensacional. Acho que é uma boa adaptação, o novo Pennywise é muito mais escuro e mais assustador, Bill Skarsgård é o indicado para interpretar o palhaço. Os filmes de terror são meus preferidos, evolucionaram com melhores efeitos visuais e tratam de se superar a eles mesmos. Eu gosto da atmosfera de suspense que geram. It tem protagonistas sólidos e um roteiro diferente. O clube dos perdedores é muito divertido e acho que os atores são muito talentosos. Já quero ver a segunda parte.

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