CRÍTICA: INSEPARÁVEIS (2016)

Por: Rafael Mayrink

“A versão argentina não foi feita para surpreender e também é desnecessária.”

Quando o filme Intocáveis (2011) estreou no cinema, o mundo todo parou para assistir, se tornando um dos longas franceses mais assistidos do mundo. O problema de tanto sucesso é o fato de que outras pessoas vão querer tirar proveito disso, já existe um plano para versão americana estrelada por Kevin Hart e Bryan Cranston. Mas antes disso os argentinos decidiram contar a história novamente.

O roteiro é o mesmo. Um milionário tetraplégico que busca um sentido na vida, quando decide contratar um auxiliar de jardineiro para se tornar seu assistente, passando a enxergar o mundo de outra forma. O diretor Marcos Carnevale não fez muito esforço em fazer uma nova versão da história, que ainda está na memória de seu público. Em vários momentos a sessação de ser uma cópia da versão original, o que não é bom. Diálogos, situações e a experiência torna-se um déjà vu.

@Foto Divulgação

O elenco esta um pouco melhor, Oscar Martínez consegue mostrar todo seu carisma, mesmo com pouca coisa para fazer, mas em alguns momentos ele se restringe em apenas ser o Philippe (François Cluzet) da versão de 2011. Já Rodrigo De la Serna interpreta Tito, papel que foi do Omar Sy, com o nome de Driss, ele tem algumas cenas boas, mas que não consegue ter tanta presença quanto o seu antecessor.

Inseparables (título original) não é um filme ruim, porém não deveria ser feito, pelo menos não por agora que temos a versão original com tanto frescor em nossa memória.

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AUTOR DO TEXTO:

RAFAEL MAYRINK

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