CRÍTICA: Horizonte Profundo – Desastre no Golfo (2016)

Por João Paulo Rodrigues da Silva

4emeioQuando se assiste um filme catástrofe como por exemplo Terremoto de San Andreas ou qualquer filme que reporte uma invasão como acontece em Independence Day, é claro que terá chuvas de clichês e principalmente aqueles que envolvem a morte de milhões e talvez a sobrevivência do ator principal e ainda dependendo do grau de carisma do protagonista, a torcida ou não. Mas filmes como Deepwater Horizon deixa uma sensação amarga na boca, mas curiosamente em um bom sentido.

Em 2010, a petroleira Deepwater Horizon explode no meio do golfo do México causando um dos piores desastres ambientais acontecidos não somente nos Estados Unidos, mas também no mundo causando o desequilíbrio ambiental. O filme toma partida na ótica de Mike Williams (Mark Wahlberg) um técnico de manutenção, Andrea Fleytas (Gina Rodriguez) e Jimmy Harrell (Kurt Russell) que se deparam com uma bomba relógio e suas lutas para sair da refinaria vivos.

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Peter Berg em sua carreira cinematográfica encontra aqui uma espécie de redenção. Por ter feito filmes divertidos como Bem-Vindo à Selva e extremadamente duvidosos como O Reino e Batalha Naval (se vê esse filme por duas coisas: 1- Como conseguiram adaptar um jogo de tabuleiro? 2-O filme que define por que tens que ter um aparelho de blu-ray) encontra nesse filme o que podemos dizer: o seu canto do Cisne. É um filme que a tensão não fica somente quando explode tudo, mas os eventos que vão chegar a esse momento. É como se cada segundo cultivasse para o momento chave da trama. Fora que os efeitos visuais do filme impressionam e faz até questionar o uso milimétrico dos efeitos especiais, principalmente nas explosões.

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Mesmo não sendo um filme agitado como pensaria, o filme carrega um trunfo que é ver essa tragédia nos olhos daqueles que sobreviveram e viram amigos morrerem por uma catástrofe que literalmente poderia ser evitada. Talvez esse tipo de projeto seja uma solução para os filmes catástrofes: de fazer o espectador refletir e perceber o quanto é pequeno e inútil ao que está acontecendo ao seu redor.


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JOÃO PAULO

 

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