Crítica: Homens, Mulheres & Filhos (2014)

Por Lucas Giordano

 

A internet de hoje vem destruindo a vida das pessoas. Destrói amizades, relacionamentos, famílias. Porém, a “web” é apenas uma alavanca para aumentar o nosso eu interior. E isso está claro: a internet não nos influência, ela apenas aumenta o que somos de verdade. E é bom dizer isso no começo da crítica, pois quem viu o trailer ou os cartazes, vão assistir o filme com a certeza de que o longa mostra a coisas ruins que a internet traz às pessoas.

Agora vamos falar do filme. Jason Reitman é o diretor desse drama, e ele se equivocou muito nesse filme. Ele quis fazer algo sobre o mundo virtual, sendo que fala sobre o relacionamento das pessoas. Não é ruim o diretor mostrar imagens da internet (como textos, fotos, etc…) na tela do filme, dividindo espaço com os personagens, só que ele usou isso de maneira estranha. Ele podia ou ter se aprofundado um pouco mais nisso, ou tirar esse aspecto de tudo. Mas calma, isso é só o primeiro ponto negativo do filme.

 

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A trama mostra diversos personagens e suas famílias, cada um com seu problema, com sua questão, frustração, etc… Tim Mooney (Ansel Elgort) é um adolescente frustrado com a vida, que se vicia em jogos RPG na internet, quando sua mãe o deixa sozinho com o pai, Kent, que também mostra uma tristeza por isso; Brandy Beltmeyer (Kaitlyn Dever) é uma garota que é extremamente protegida por sua mãe Patricia (Jennifer Garner), que obriga afilha a dar todas as senhas de todas as contas que ela tiver na internet, porém existe uma que Patricia desconhece; Don e Hely Truby ( Adam Sendler e Rosemaria DeWitt ) fazem um casal, com um filho, que tem sérios problemas sexuais, até que eles decidem – em segredo – ter relações casuais em encontros marcados pela internet; seu filho Chris Truby (Travis Tope) é viciado em pornografia online, e isso acaba o levando a problemas sexuais na vida real, com Hannah Clint (Olivia Crocicchia) que é de seu colégio; Hannah é uma jovem ousada que sonha em ser atriz e modelo no futuro, e junto com a mãe super – permissiva, Donna (Judy Greer), monta um site com fotos sensuais para ela; e para terminar, temos a pior das personagens Allison, que é uma menina obsessiva por magreza, e que quer perder logo a virgindade. Essa é uma personagem completamente clichê, e que não serve em nada na trama. Na verdade, nenhum desses personagens dão algum sentimento no espectador, você simplesmente não se importa com eles, e isso é a pior coisa do filme. Os únicos personagens que ainda se salvam são o Tim Mooney e a Brandy Beltmeyer, que é aquele casal que o espectador gosta de ver em cena, só que eles são muito mal aproveitados no filme. Se tivesse mais desses dois personagens no filme, seria muito melhor.

O elenco do filme, está bem, só que não tem ninguém que entrega uma atuação memorável. De resto, o filme é muito fraco. O roteiro é simples, sem nada de muito bom. Tudo no filme é simples: a fotografia, a edição e até a trilha. As trilhas dos filmes do Reitman são muito boas, e essa é muito fraca. O longa é narrado pela Emma Thompson, e isso é péssimo. As partes em que ela narra, quebra o ritmo muito bruscamente.

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Ao todo, Reitman tenta fazer um filme poeticamente científico, só que erra muito na hora de finalizar seu trabalho, pondo personagens que o espectador não se importa, e tudo muito simples. Uma grande decepção.

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LUCAS GIORDANO
LUCAS GIORDANO

 

Nota: 4/10

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