Crítica: Gloria (2013)‏

Por Alysson Melo

A narrativa mostra a vida de Gloria, uma mulher divorciada de 58 anos. Seus filhos saí­ram de casa, mas ela não tem vontade de passar seus dias e noites sozinha. Determinada a encarar a velhice, ela começa a frequentar festas para solteiros em busca de gratificação instantânea – que só leva repetidamente para decepções e vazio. Mas tudo muda quando ela conhece Rodolfo, um ex-oficial naval sete anos mais velho que ela, a quem se interessa rapidamente.

A história mostra uma mulher com garra, madura, vivida e que está cansada de ficar sozinha, ao sair para festas em busca de conhecer algum homem que possa mexer com o seu coração mostra o quão delicada a história se trata, vai de uma mulher em busca de companhia a se sentir bem consigo mesma.

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O diretor Sebastián Lelio nos traz uma bela história sobre Gloria, interpretada pela atriz Paulina Garcia apresentando nos uma excelente atuação, a forma como incorporou a personagem de forma que pudéssemos sentir todo o drama da protagonista, todos os seus desejos, sonhos e planos, a escolha da atriz para o papel foi muito bem feita e Paulina deixou tudo tão real que é incrível o quanto isso contribuiu para o sucesso do longa.

O desenrolar da vida de Gloria remonta o que acontece com muitas mulheres que é se envolver e se apaixonar pela pessoa errada, e a forma como isso é tratado é o que deixou o filme mais belo mostrando que nem tudo é o que aparenta ser e nem é como imaginamos. As cenas são belíssimas em vários momentos assim como a trilha sonora, músicas alegres e colocadas no ponto certo deixando fluir de forma positiva todo o drama que ela vivia.

O filme vai do ápice do amor de Gloria, desde as cenas de romance e sexo entre os personagens, assim como cenas de nudez dos protagonistas que não destoaram e não soou uma nudez gratuita e sim fizeram de maneira que se encaixava na história, o envolvimento entre eles é passada de forma bonita e bastante verdadeira mostrando uma boa química entre os atores. 

Paulina Garcia was awarded the Silver Bear for Best Actress at last year's Berlin International Film Festival for her role in Gloria.

****SPOILER****

A descoberta das mentiras de Rodolfo é onde tudo vira de cabeça para baixo, por mais que sua cabeça o quisesse manter longe o sentimento que nutria por ele era mais alto e sempre ela o deixava voltar para ela até o ponto que se viu abandonada, fragilizada, machucada  totalmente sozinha.

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O roteiro tem seus furos e cenas desnecessárias mas que não prejudicaram o desenvolvimento da história, porque o importante foi mostrado, que era a fase da solidão, o ápice do amor, a decepção e a reconstrução de si mesma. O final é encerrado de forma lindamente mostrando que Gloria não precisava de um amor para ser feliz, que estar sozinha tinha o seu lado bom, porque ela sabia que sua vida iria prosperar depois de mais uma decepção, e essa é a grande lição do filme.

Um filme charmoso, bonito, encantador e com atuações primorosas. Recomendado a todos que apreciam uma boa obra dramática.

ALYSSON MELO
ALYSSON MELO

 

Nota: 9/10

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