CRÍTICA: FLORESTA MALDITA (2016)

Por João Paulo Rodrigues

Os filmes de terror orientais são bem claros nesse ponto fundamental: Não tem como foco o susto fácil. Mais fácil dizer, esse cinema não quer que o espectador seja enganado pelo susto fácil. Em realidade, deseja que o espectador leve o incomodo da trama até as ultimas consequências. Quer que o espectador feche os olhos e quando olhe ao redor novamente, esse sufoco fique nele por dias. Por assim dizer, The Forrest, filme protagonizado por Natalie Dormer deseja se comportar como esses filmes orientais mas falha miseravelmente em um simples tópico: A falta de tom para o que acontece.

A trama conta a historia de Sara (Dormer) que descobre que sua irmã gêmea desapareceu no Japão após entrar em uma floresta misteriosa. Apesar de não acreditar que está morta já que nas palavras dela, a conexão entre as duas são tremendamente inquebrável. Entretanto, todos ao redor dizem que a floresta é maldita e o preço por entrar será alta demais para Sara.

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Se torna um pouco lamentável o quanto o filme deixa seu potencial ir para o ralo para criar sustos fáceis. Se nota o esforço da primeira parte da trama em trazer a sensação de isolamento por não fazer parte daquela cultura. Ou seja, é muito mais assustador perceber que estas longe de casa e só em um outro país que tem uma cultura diferente do que fantasminhas dando susto. Outro ponto interessante do filme é que essa floresta para aqueles que acreditam carrega a mente da pessoa a loucura fazendo que ao final, cometa suicídio. Ao menos nisso, o filme consegue ser satisfatório por que a protagonista percebe que sua mente esta enganando ela mesma e bem, para quem conhece o gênero, vamos fingir que esse spoiler não existe.

Por outro lado, é necessário que ao menos, se tenha alguém que consegue direcionar o horror para que isso aconteça. Infelizmente o filme sofre de uma mão pesadíssima que tenta emular o assustador que são os clássicos como Audition, Ringu e Ju-On. Até mesmo no seu último ato, ao invés de sentir algo, só se transforma em uma contagem regressiva para o inevitável. Ao menos, é tolerável por assim dizer a atuação de Natalie Dormer que ao menos tenta convencer o espectador de tudo que acontece com as duas personagens.

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Floresta Maldita é mais um filme de terror que promete algo e mesmo acreditando que cumpriu, é notável que falta algo dentro dele. Se poderia dizer que é aquele tipo de filme que deseja emular um outro tipo de cinema sem compreender a mesma. Dar susto é fácil. Corroer sua mente ao ponto de sentir identificado com o que acontece, não é uma tarefa fácil e esse filme quis ser algo além mas ao final, olha  é mais um filme de fantasminha de cabelo liso.


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Nota: 3/10

João Paulo Rodrigues

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