CRÍTICA: FILHO DE SAUL (2016)

Por Rafael Yagami

 

A segunda guerra mundial é um tema para o qual o cinema adora explorar, nos últimos anos tivemos vários filmes com essa temática, como por exemplo: O Pianista, A Queda e A espiã. É fácil errar nesse tema tendo em vista que vários outros filmes já trabalharam esse conflito, mas Filho de Saul chega entre nós com uma proposta nova vista de um novo ângulo.

Começando pelo fato de não ser um filme americano, Saul Fia no original, segue o dia a dia de um grupo de judeus que tem a tarefa de cremar os corpos dos mortos nas câmaras de gás e depois fazer toda a limpeza e recolher as cinzas, e é no meio de um dia de trabalho comum que Saul acha o corpo de um menino que ainda está vivo no meio das cinzas, logo faz de tudo para esconder e dar um enterro digno para o menino que acaba morrendo pouco tempo depois de achado.

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Assumindo o mastro da direção László Nemes mostra total controle sobre todos os componentes do filme, desde a parte técnica a parte lógica da trama. Em seu primeiro filme László inova no formato em que a história é contada, totalmente em primeira pessoa, totalmente do ponto de vista do protagonista, a câmera segue ele a todo o momento, e ao mesmo tempo dando total desfoque ao meio onde tudo acontece. Tal proposta mesmo sendo algo novo é usada ao extremo, transformando o filme em uma experiência cinematográfica difícil. O roteiro também escrito pelo diretor com Clara Royer promete e cumpre mostrar horrores da guerra de uma forma diferente, porém o roteiro não é claro em alguns aspectos, deixando várias duvidas no espectador.

No elenco temos um grupo muito competente, começando pelo protagonista Géza Röhrig que nos entrega um excelente trabalho sofrível e humano, provando mais uma vez que um olhar é tão poderoso quanto um diálogo. Sándor Zsótér também se encontra muito forte em cena na pele do doutor do campo de concentração.

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Ganhador de vários prêmios, incluindo o Oscar de melhor filme estrangeiro, O Filho de Saul (representante da Hungria) se mostra um filme importante, e extremamente difícil de ser assistido, não vai agradar a todos e vai ser um teste, não dormir durante seus 100 minutos de projeção. Apesar do ritmo pesado deve ser assistido e apreciado, causa diferentes sensações em cada um. Assista e descubra o que O Filho de Saul vai causar em você.


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RAFAEL YAGAMI

 

Nota: 6/10

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