CRÍTICA: FALLEN (2016)

Por Rafael Yagami

estrelas-da-avaliao-de-63020090Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Lucinda Price vai para um reformatório. Em Sword & Cross ela se aproxima de Daniel Grigori, sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios, e também não consegue se manter afastada de Cam Briel, outro que luta há tempos por seu amor.

Scott Hicks assume a direção do projeto, no seu currículo temos o filme “Shine – Brilhe” seu primeiro trabalho que rendeu 7 indicações ao Oscar, incluindo de melhor diretor e foi aclamado pela critica, os anos se passaram e o diretor embarcou em dirigir filmes para o “povão” como “Sem reversas”, aqui o temos numa abordagem muito diferente, simples e de baixo orçamento. O diretor faz o possível para extrair algo do roteiro que é um tanto amador, tem sequências de ação com conceitos muito interessantes, que se tivesse um orçamento maior seriam um espetáculo visual, o filme mesmo sendo mais modesto tem todos os elementos que fãs desse tipo de projeto gostam, seu maior pecado está na edição que é muito brusca e termina a película muito rapidamente, não deixando o publico sentir as revelações que recebeu.

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Addison Timlin é Lucinda, e como personagem principal a atriz se sai bem, é possível sentir afeição para sua personagem, Jeremy Irvine conhecido pelo papel principal no drama de Steven Spielberg “Cavalo de Guerra” indicado ao Oscar de melhor filme, aqui o ator se sai razoavelmente bem, tem carisma, mesmo em baixo de uma fachada de garoto misterioso. Lola Kirke, aqui a melhor amiga da protagonista é uma personagem interessante, a dona de maior desenvolvimento de personalidade e é agradável assistir seu desempenho.

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Fallen ficou engavetado por muito tempo e passou por um processo de pós-produção muito longo, foi anunciado em cima da hora no Brasil e foi lançado apenas em alguns países asiáticos e na Itália, ainda sem previsão de estreia nos Estados Unidos, o mercado mais influente para esse gênero, baseados na serie de livros da escritora Lauren Kate, no Brasil foram vendidos mais de 1 milhão de copias, uma continuação precisa de bom desempenho comercial, algo que dificilmente vai acontecer, vai agradar aos fãs do material original e fãs do gênero, tem seus defeitos, mas diverte e não chega a ser um filme incomodo.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

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