Crítica: Enquanto Você Dorme (2011)

Por Thiago Freitas

 

O cinema espanhol vai muito bem, obrigada, isso já sabemos. É notável a qualidade dos seus filmes que tem sido lançados nos últimos tempos. Mas quem pensa que o cinema espanhol é feito só por Almodóvar e Cia, enganou-se, Jaume Balagueró é um exemplo, ele é destaque e se especializou no gênero terror psicológico. Com longas bons como “Rec” e “Terror em Mercy Falls”, Balagueró presenteia-nos agora com um ótimo suspense onde entra fundo na mente de um psicopata mentalmente diagnosticado que não consegue ver o lado bom da vida, e nem sua alegrias. Que sua única motivação é se alimentar da tristeza dos outros.

Com um roteiro cheio de nuances, o diretor mostra como a real face da crueldade anônima que esta presente em muitas pessoas, não é vista muitas vezes. Podem se passar despercebidos, mostra um mundo sombrio e frio que pode existir dentro de uma pessoa.

 

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Com cenas não muito explícitas, e até o meio do filme, não muito explicativas, os espectadores vão aos poucos descobrindo as verdadeiras intenções de Cezar (muito bem interpretado por Luis Tosar), que até então sempre solicito e gentil, não demonstra a suas verdadeiras intenções. Mesmo tendo um desenrolar lento, a trama prende o espectador no suspense que se forma a cada cena e ação do protagonista. Salvo para algumas cenas que são de tirar o fôlego, e dão um banho em muitos filmes americanos por aí.

O ambiente que se desenrola a trama, ajuda muito no contexto, pois o prédio ate então se mostra banal e ambíguo, onde ninguém e capaz de desconfiar de nada, pois estão todos sempre correndo com suas rotinas e nunca olham o que pode estar ao seu próprio lado. O elenco entrega atuações convincentes, um trabalho muito bem feito entre diretor e ator. O final pode não agradar a todos, mas mostra uma realidade diferente na perspectiva que esperamos.

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Realmente Balagueró mostrou porque é um dos melhores diretores da atualidade no gênero terror, e se sai muito bem no suspense, cumprindo a sua missão de entreter e de mostrar a qualidade do cinema espanhol que está há anos luz a nossa frente. Triste, mas real.

 

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Thiago
THIAGO FREITAS

 

Nota: 8,5/10

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