CRÍTICA: DOUTOR ESTRANHO (2016)

Por Rafael Yagami

“Marvel acerta mais uma vez, aqui o estranho é bem vindo e apreciado”

estrelas-amarelas-da-avaliação-30859345Stephen Vincent Strange é um famoso e poderoso cirurgião muito habilidoso na sua área, onde tal habilidade lhe tornou extremamente arrogante e prepotente, até o dia em que sofre um acidente de carro e passa a ter suas mãos falhas e menos eficientes, onde um dia era a fonte de seu poder, agora não passa de cicatrizes e constantes tremedeiras. Depois de esgotar sua fortuna em diversos tratamentos médicos para reverter os efeitos colaterais, ele viaja para o Nepal atrás de um ancião que ouviu falar ser capaz de concertar suas mãos.

A direção fica a cargo do competente Scott Derrickson, conhecido pelo excelente “O Exorcismo de Emily Rose” aqui é possível notar uma atmosfera diferente e psicodélica diferente de tudo que a Marvel já produziu. Outro feito realizado pela direção é as excelentes cenas de ação, que mesmo carregada de efeitos visuais (aqui de primeira mão) não corre para o absurdo e respeita a todo o momento as regras desde universo. Ritmo certo e o tom do filme mais agridoce é muito eficaz, nunca exagerado ou forçado.

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Assumindo o roteiro temos Jon Spaihts, Joshua Oppenheimer e Thomas Dean Donnelly, dentre seus trabalhos temos o ainda inédito “Passageiros” estrelado por Jennifer Lawrence e “Conan – O Barbaro”, aqui temos uma abordagem muito diferente e pensando fora da caixinha Marvel. Temos um vilão com motivações claras e objetivas e com um desfecho digno de bons vilões. No primeiro atos temos a apresentação dos personagens feita de forma muito eficaz, é fácil sentir emparia pelo doutor e a química que ele tem com uma doutora é muito convincente. Mesmo sendo a trama mais extraordinária da Marvel a produção conta com seus momentos de descontração, nada aqui é jogado ao vento e todas as referencias feitas a produções anteriores são um excelente presente para os fãs.

Abrindo o maravilhoso elenco temos Benedict Cumberbatch em excelente forma e muito carisma, transborda grandiosidade e muita importância, um desempenho excepcional. Chiwetel Ejiofor tem um dos personagens mais interessantes da trama, tem suas camadas e sempre deixa aquela dúvida no público um trabalho competente. Tilda Swinton aqui é possivelmente a segunda melhor coisa da produção, a grande camaleão de Hollywood mostra aqui mais uma vez o quão grandiosa é personagem poderosa e misteriosa em todas as suas camadas, um trabalho maravilhoso. Mads Mikkelsen o grande vilão, amedronta e marca sua presença na trama, com uma caracterização interessante o ator entrega um trabalho competente. Rachel McAdams e Benedict Wong aparecem pouco, porém é o bastante para serem extremamente carismáticos engraçados e emocionantes.

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Doctor Strange no original promete e cumpre ser um dos melhores filmes do ano, tem tudo para ser um sucesso, mesmo sendo um personagem pouco conhecido no Brasil, com certeza tem potencial para ser memorável. Uma mistura de “A Origem” com “2001 – Uma Odisseia no Espaço” no lado visual, junto com aquela formula Marvel feita com tanta dedicação e respeito aos fãs do material original, merece ser conferido a apreciado. E não se esqueça das duas cenas pós-créditos que tem no filme!


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Rafael Yagami

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