CRÍTICA: DIÁRIO DE UM BANANA 2 – RODRICK É O CARA! (2011)

Por Cadu Costa

 

Sequência do filme de 2010, temos Diário de Um Banana 2 – Rodrick é o Cara. Greg Heffley (Zachary Gordon) está de volta, agora aluno da sétima série. Ele ainda é o melhor amigo de Rowley (Robert Capron), o companheiro gordinho que ele traiu no último filme em uma tentativa malfadada de popularidade. E, sim, continua a enfrentar problemas de relacionamento com Rodrick (Devon Bostick), seu irmão mais velho que parece ter um prazer quase psicótico em atormentá-lo. Para piorar a situação, sua mãe (Rachael Harris) decide que eles precisam passar mais tempo juntos. Pronto, este é o roteiro de mais um filme bobo e sem noção. A continuação baseada novamente nos quadrinhos homônimos de Jeff Kinney não consegue manter o nível inteligente e divertido de qualquer obra infanto-juvenil dos anos 90, isso só pra não humilhar muito e puxar um Os Goonies (1985) pra efeito de comparação.
O que podemos falar mais sobre esse filme não falado na crítica anterior? A fórmula desse filme tentou ter um ritmo diferente. A trama é centralizada demais na parte familiar, com a luta dos pais – Steve Zahn como o pai bobalhão –  de Greg tentando encontrar uma maneira dos irmãos se darem bem. Em muitos momentos o filme não parece ter sido produzido para as crianças e sim é quase uma história barata tentando ensinar aos pais como resolverem as brigas entre seus filhos.
@DIVULGAÇÃO FOX FILM
O elenco oferece algo do nível do seu roteiro. Não há muito a se falar sem uma análise mais profunda sobre a qualidade do que as crianças assistem hoje em dia. Não é questão de gosto ou de rabugices de gente mais velha, mas o filme não faz sentido em funcionar a não ser para crianças de 6 anos. É um retrato estereotipado de uma cultura americana que não deveria servir de exemplo pra criança alguma. Nem a deles.
Enfim, mas nem tudo é tão ruim que não possa piorar. Os momentos de boas relações entre Greg e Rodrick – talvez a única parte divertida e sincera do filme – são ofuscados por um final clichê pra lá de previsível com direito a show no festival de talentos da escola.
Mais uma vez, um filme que deve ser evitado por adultos e crianças. Melhor, leiam os livros.
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AUTOR DO TEXTO:
CADU COSTA
Lapa – 21 97945-0704

 

 

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