CRÍTICA: DANGAL (2017)

Por Eduardo Pepe

 

“Produção da Disney conta história real de premiadas lutadoras indianas “

 

Em tempos de globalização é natural que a Disney expanda suas produções para além das terras do Tio Sam. Um exemplo recente é esse filme indiano que foi grande sucesso de bilheteria especialmente na China, o que possibilitou a produção se tornar o filme indiano de maior bilheteria da história. A trama conta a história real do ex-lutador Mahavir Singh Phogat quando ele decide passar os ensinamentos às suas duas filhas, Babita e Geeta.

É interessante a questão do gênero, tão latente nos dias de hoje, ser abordada com sinceridade no filme através do preconceito motivo pelo fato das filhas deles serem mulheres. Curioso que a princípio o próprio pai achava que por elas serem meninas isso as impediriam de ter sucesso como lutadoras profissionais.

@Imagem Divulgação

O filme segue as regras tradicionais das cinebiografias contando de forma convencional a história das jovens lutadoras ao longo dos anos desde a infância até o começo da vida adulta. Entre momentos sentimentais e outros cômicos, o longa se mostra competente em contar sua história sobretudo pelo carisma dos personagens. O maior responsável disso é o ator Aamir Khan, que interpreta o pai. Por mais duro que seu personagem seja, principalmente, no inicio, o ator dá uma camada de humanidade e sensibilidade ao personagem que é impossível não compreender seu personagem. Mas todo o elenco é muito competente, incluindo, os atores mirins, o que nem sempre se ver em produções do gênero.

Outro fator que contribui para o clima do filme são as músicas. Algumas canções compostas especialmente para o filme dão um tom de humor que evidencia o potencial do filme de agradar a família toda. O bom humor também se mostra em outros aspectos no roteiro; em alguns momentos oportunos, o tom cômico aparece dando uma maior leveza ao filme.

@Imagem Divulgação

Apesar de ser prejudicado por uma duração inchada, afinal, o filme não mostra ter estofo dramático suficiente para suas quase três horas de duração e por mais previsível e esquemático que o filme seja, principalmente, em seu terço final, o longa não chega a perder seu encanto devido ao carisma de seus personagens e da natureza bonita de sua história devidamente contada.

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AUTOR DO TEXTO:

EDUARDO PEPE

 

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