CRÍTICA: CASTELO DE AREIA

Por: Rafael Mayrink

Quando penso no cinema nacional vários filmes entram facilmente na lista dos  melhores que já assistir. Entre eles esta o Lobo atrás da porta dirigido pelo Fernando Coimbra, e quem viu aquele suspense sabe que ele não é somente um filme bom, é muito mais do que isso.

Então surgiu a estreia do cineasta fora do Brasil, uma parceria com a Netflix sendo o primeiro longa americano dirigido por um brasileiro para a plataforma. Castelo de areia, (Sand Castle) 2017. Mas o filme não é, nem de longe, o seu melhor trabalho, se tornado assim algo esquecível.

No enredo um grupo de soldados norte-americanos no Iraque que são destacados para resolver um problema aparentemente simples no abastecimento de água na vila Baquda, comprometido por explosões. Chegando lá, precisam lidar com a complexidade de lidar com relações humanas fragilizadas em função do conflito.  O longa não sabe que tipo de história quer contar. É um drama? Um filme de guerra? Ou um drama de guerra? Em nenhum destes gêneros se encaixa, pois falta drama e guerra. Sua história é cansativa e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, que não faz sentido, e ainda não consegue chegar a lugar algum.

No elenco temos Nicholas Hoult (X-Men), Henry Cavill (Batman vs Superman) e Glen Powell (Estrelas Além Do Tempo). Que esta um pouco melhor, mas que o roteiro não ajuda muito, pois em alguns momentos os diálogos são sofríveis. Hoult é o único que passa por uma evolução, seu personagem cresce a medida dos acontecimentos e é visível que ele se esforça para fazer o melhor. Cavill esta parecendo um robô, está ali no automático e em alguns momentos parece que já esta cansado e querendo ir embora. Powell é o mais carismático dos três, porém é muito mal aproveitado.

A trilha sonora é agradável, passado do rock até um tom mais orquestral. Enquanto a fotografia é bem simples, mas com uma boa ambientação.

Castelo de areia é o típico de filme que você quer que ele seja bom, mas sua estrutura e seu desenrolar não consegue manter o nível que se espera do diretor e de tudo que ele poderia ter sido.


Rafael Mayrink

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