CRÍTICA: CÃES SELVAGENS (2017)

Por Rafael Yagami

A história de três homens que saíram da prisão e agora tentam se adaptar à vida civilizada. Troy procura uma vida limpa e sem complicações, mas não consegue deixar de lado o ódio pelo sistema; Diesel perde a cada dia o interesse na rotina suburbana e na esposa; e Mad Dog, o mais insatisfeito, planeja um crime perfeito que será a salvação de todos.

A direção de Paul Schrader tem a intenção de pegar clichês e modifica-los em favor do filme, objetivo não alcançado ao final da projeção. Edição e ritmo são problemáticos, um filme de 1h30 cansativo que se arrasta na inercia, o tom chega a ser confuso, não sabemos que tipo de história estamos assistindo. A cena inicial chega a ser repugnante de tão gráfica e desnecessária.

O texto de Matthew Wilder é uma atrocidade a parte, no passado trabalhou compondo canções belíssimas para a animação “Mulan” e aqui parece perdido em sua própria ideia. Na base é um argumento que já foi trabalhado inúmeras vezes e de forma melhor, era necessário uma repaginada, lealdade e amizade entre detentos dentro e fora da cadeia já rendeu grandes obras como “Um Sonho de Liberdade” e a série “Orange is The New Black”, era um tema com muito potencial que infelizmente foi desperdiçado.

Nicolas Cage no piloto automático entrega um desempenho forçado e o ator deixa transmitir muito desconforto em cena, uma pena sua carreira estar indo de mal a pior. Willem Dafoe protagoniza cenas ridículas na produção, sobre seu personagem apenas uma palavra pode descrevê-lo: patético. Christopher Matthew Cook, o terceiro e ultimo amigo é tão insignificante que nos esquecemos de uma existência, o roteiro não dá nenhuma chance para o ator criar vinculo com o espectador.

Dog Eat Dog no original é uma produção desleixada e sem amor com o seu próprio material. Diálogos sofríveis irão te acompanhar caso queira se aventurar assistindo essa pérola falsa do cinema de ação.


RAFAEL YAGAMI

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