Crítica: Bravura Indômita (2010)

Por Jorge Fernando

 

Remakes são de fato interessantes, há quem crie elevada expectativa num determinado filme, por assim ter uma boa e verdadeira história que merece ser recontada. Asconvicções para um bom filme vão se esvaindo ao passo que as características que eram inerentes do original, são covardemente deixadas de lado, e aquilo que era alimentado como um desejo acaba condicionando à frustração. O filme de hoje está longe de ter tais pontos negativos, com direção primorosa dos Irmãos Cohen, Bravura Indômita, carrega traços de um belo e dinâmico Western.

A história é avaliada na perspectiva de dois personagens principais, Mattie Ross e Marechal Cogburn, que tem seus caminhos ligados após Ross decidir vingar a morte do seu pai, contratando o caçador de recompensa, Cogburn, para acompanha-la em uma expedição atrás do assassino. A ligação entre os dois é mantida pelo pagamento da recompensa, mas com o passar do tempo, a companhia de Ross desperta um lado humano de Cogburn, que começa a se envolver com a história e objetivo de sua acompanhante. A presença do xerife Texas Ranger (Matt Damon), acaba fortalecendo as buscas pela quadrilha de ladrões, mas essa cavalgada está distante de ser concluída.

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Com a experiência de Cogburn e o vigor de Ranger, o cerco foi se fechando para o bando. Certo de que se aproximavam do seu objetivo, Ross encontra o assassino nas margens de um rio, quando decide agir sozinha na captura dele. O jogo vira, e agora os ladrões estão de posse de Mattie Ross, e o seu agora guardião precisa enfrentar todo o bando no melhor do estilo faroeste. Com a certeza de sua boa pontaria, Cogburn enfrenta-os e permanece vitorioso no duelo. Agora a caçada tomava o fim, e os remanescentes voltavam pra casa, guardando na lembrança mais uma grandiosa história.

Bravura Indômita consegue ser um dos poucos remakes que não pecam pelo excesso. A forma como é trabalhado os elementos técnicos no filme é formidável, desde a trilha com referências ao bom e velhoold country, ao roteiro, que é de fato a marca registrada nos filmes dos Irmãos Cohen, perpassando montagem, que trouxe dinamismo às cenas – a equipe trabalhou muito bem nesse aspecto -, chegando a um dos pontos que considero ser fundamental para beleza deste filme, a fotografia, que trouxe ainda mais a certeza de que o telespectador estava no clima ensolarado do Arizona. Este elemento é de fato formidável e o que foi apresentado merece destaque.

Enfim, no frigir dos ovos, os Irmãos Cohen conseguiram trazer a essência vista no primeiro filme, adaptando o que deveria ser adaptado, e intensificando a história pra dar mais dinamismo ao que acontecia. As atuações são dignas e preservam a mesma qualidade vista por John Wayne, com seu marechal Cogburn. É relevante que se entenda que esta obra tem suas falhas, mas consegue trazer o mais perto possível do filme de Henry Hathaway.

Jorge Fernando
JORGE FERNANDO

 

Nota: 9/10

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