CRÍTICA: AREA Q (2011)

Por Alysson Melo

 

Quixadá, 1979. O fazendeiro João Batista (Murilo Rosa) é surpreendido ao ser abduzido por seres extra-terrestres. Ele retorna com poderes, o que faz com que se torne um mito local. Duas décadas depois, o jornalista investigativo Thomas Matthews (Isaiah Washington) chega à cidade. Enviado por um jornal americano para desvendar os relatos de OVNIs na região, Thomas ainda sofre pelo misterioso desaparecimento de seu filho, ocorrido há pouco tempo. Ao entrevistar algumas pessoas abduzidas, Thomas percebe que há fundamento no relato delas e que, de alguma forma, os eventos da região estão ligados ao sumiço de seu filho.

Area Q aborda um tema bem interessante e sempre atual que é sobre abdução e alienígenas e que foge totalmente dos gêneros que o cinema brasileiro está acostumado a produzir: um misto de ficção científica com drama e religiosidade só por essa instância o longa é bem aceito,mas como longa metragem deixa muitos desejar em vários aspectos.

@Imagem Divulgação

O roteiro nos faz crer da existência de seres de outro mundo, a forma como a trama é contada é muito arrastada, não passa emoção como deveria apesar da trilha sonora batalhar para tirar um apelo do espectador, mas sem êxito. O enredo é vago e é mostrado de forma que faz muitos questionamentos mas com poucas respostas, não tendo um aprofundamento maior sobre a temática da história real que aconteceu numa cidade do Ceará.

Aqui o protagonista não é o brasileiro Murilo Rosa e sim o ator americano Isaiah Washington que faz o que pode em sua atuação. Rosa pouco aparece e não traz nada de diferente e inovador assim como Tânia Khalill que não está bem no filme, apesar de falar direitinho o idioma americano, a atriz trouxe muitos trejeitos e caras e bocas na maioria de suas cenas, o que não ajudou e nem acrescentou em nada a história.

@Imagem Divulgação

Area Q poderia ser um filme muito melhor se não fosse tão simplório, talvez pelos poucos recursos e efeitos especiais um pouco limitados tenha deixado o longa aquém do que era esperado, mas ele deve ser assistido mais como experiência e estudo sobre a temática apresentada.

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AUTOR DO TEXTO:

ALYSSON MELO

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