CRÍTICA: AMOR POR DIREITO (2016)

Por Rafael Yagami

Laurel é uma policial de Nova Jersey competente e firme, sua vida muda quando conhece a jovem Stacie, uma mecânica que lhe desperta uma atração mútua. Vivendo com o preconceito de ser uma policial e ainda homossexual, Laurel passa a se relacionar com Stacie escondido, até o dia em que descobre ser portadora de um câncer. Logo ela terá duas batalhas para travar: a luta contra a doença e a luta para que depois da morte, sua pensão e benefícios passem para sua agora esposa Stacie.

A direção fica a cargo do americano Peter Sollett conhecido pela comédia romântica “Uma noite de amor e música” e atualmente é um dos diretores da série HBO “Vinyl”. A trama é conduzida de forma muito competente e interessante, o público se sente dentro do filme, os personagens são apresentados com carismas e qualidades, o jogo de câmera é suave, a trilha sonora também ajuda muito a contar a história. Fato que é conduzida de forma cronológica, porém não fica monótono ou entediante.

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Ron Nyswaner assina o roteiro, dentre seus trabalhos anteriores temos o grande clássico que rendeu a Tom Hanks seu primeiro Oscar “Filadélfia”, em Amor por Direito ele escolhe contar a trama quase de forma documental, mostra o problema, a luta para vencê-lo e no fim a resolução, tal formato funciona, os personagens são carismáticos e competentes. O roteiro teve base no documentário que conta a mesma história “Freeheld” que recebeu o Oscar de melhor documentário em curta metragem, fica bem claro a quase estrutura documental, jogada para as telas do cinema funciona.

Julianne Moore dá vida a Laurel, em uma de suas melhores interpretações, singela e real, é impossível não sentir a dor e a dificuldades da personagem. Ellen Page talvez seja um dos únicos pontos fracos do filme, uma atuação um tanto caricata, boa na medida do possível. No elenco ainda temos o grande Steve Carrel e Michael Shannon no elenco de apoio, cada um com seu momento, cada um com seu propósito, não estão jogados na trama.

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Freeheld no original é um filme que emociona ao apresentar a busca de igualdade na comunidade LGBT é uma batalha que precisa ser trava todos os dias para que talvez dê um resultado satisfatório, Laurel e Stacie embarcam nessa dura jornada, levando o medo e a insegurança junto, a causa era mais forte do que o medo. É um filme que promete e cumpre emocionar, com grandes atuações e um roteiro competente, é uma ótima pedida para todos aqueles que procuram um filme para alegrar a alma.

Destaque também para a música original “Hands of Love” apresentada no final, interpretada pela cantora teen Miley Cyrus, com letra de Diane Warren, aqui para arrancar mais lagrimas do espectador.


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Nota: 9/10

Rafael Yagami

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