CRÍTICA: ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (2016)

Por Vinicius Montano

Baseado nos contos de Lewis Carroll ‘Alice Através do Espelho’ é a continuação do sucesso ‘Alice no País das Maravilhas’ de 2010 que teve uma recepção média e pra Disney foi a primeira adaptação dos clássicos de desenho em live action e na época tava em crise. Em 2014 pra cá começaram a valer outras animações em live-action como ‘Malévola’, ‘Cinderela’ e recentemente ‘Mogli: O Menino Lobo’ e o próximo ‘A Bela e a Fera’ cujo teaser trailer saiu essa semana previsto para lançar ano que vem.

A história da continuação conta a doce Alice (Mia Wasikowska) cai em um sono profundo e, quando acorda, descobre que está de volta ao País das Maravilhas. Lá, ela é informada de que terá de viajar para o universo paralelo de um misterioso espelho, comandado pelo terrível Senhor do Tempo (Sacha Baron Cohen), que planeja transformar o País das Maravilhas em uma terra sem vida. Reencontrando velhos amigos, como o Chapeleiro (Johnny Depp) e a Rainha Branca (Anne Hathaway), ela terá ainda de descobrir um jeito de parar a malvada Rainha de Copas (Helena Bonham Carter), que quer aproveitar a situação para voltar ao trono.

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Os efeitos especiais que são produzidos pelo Tim Burton este que deixou a cadeira da direção e apenas dessa vez na produção continuam incríveis, direção de arte achei que caiu um pouco mas não tá ruim não. O roteiro apesar de ser apenas ok renova os elementos como mostra a entrada da mulher na sociedade, o mundo do senhor do tempo em que os humanos são relógios tudo bem explicadinho, a direção que dessa vez passa nas mãos de James Bobin é dentro do possível, mas superficial.

Os personagens tem mais aproveitamento do que o anterior não teve Mia Waskikowska como Alice tem mais carisma e vontade de atuar, já que no anterior parecia cara de mosca morta. Johnny Depp com o Chapeleiro Maluco tem os momentos engraçados e dramáticos em relação a narrar sobre a família dele através de flashbacks. Sacha Baron Cohen como o terrível Senhor do Tempo numa cara de um malvado cômico e Helena Bonhan Carter entra pra acrescentar o time de antagonistas. Anne Hattaway traz uma Rainha Branca totalmente desanimada e mal aprofundada.

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Mostram também mensagens importantes sobre o valor de uma família, enfim Alice Através do Espelho melhora um pouco em relação ao que o primeiro em quesito personagens, mais ação e aventura, trilha sonora boa, mas ainda falta muito para ser incrível e continua esquecível, o 3D é totalmente descartável que não acrescenta em nada o valor do ingresso mais caro.


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Nota: 6/10

Vinicius Montano

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