Por Rafael Yagami

Após sobreviver a um naufrágio, um homem se vê em uma ilha completamente deserta. Lá ele consegue se manter, através da pesca, e tenta construir uma jangada que lhe permita deixar o local. Só que, sempre que ele parte com a embarcação, ela é destruída por um ser misterioso. Logo ele descobre que a causa é uma imensa tartaruga vermelha, com quem manterá uma relação inusitada.

A mais nova produção dos Studio Ghibli comandada por Michael Dudok de Wit é de uma delicadeza inspiradora, a trama é simples e o filme não tem diálogos, mas nada disso é necessário para entregar uma das melhores animações já feitas. Com um pouco menos de uma hora e vinte minutos o diretor já consegue encantar o público, tudo coberto com uma trilha sonora suave, traços leves e cores vivas, tudo o mais real possível.

No roteiro que é assinado pelo próprio diretor é adaptado da obra da francesa Pascale Ferran. Apenas um homem, uma ilha e uma tartaruga que não o deixa fugir, é o suficiente para abrir diálogos e vertentes para pensamentos diversos, o reflexo do sofrimento e uma ajuda que vem da forma que ninguém esperava. Tocante e extremamente arrebatador no final, vai tocar os adultos e é uma ótima aposta para o publico infantil.

The Red Turtle no original é uma produção francesa, belga e japonesa, anda recebendo muitos prêmios (todos devidamente merecidos) e está indicado ao Oscar de Melhor Animação. É o projeto mais leve dentre os indicados, porém pesadíssimo na emoção. Vai arrancar lagrimas de muitos, com uma trama misto de beleza, solidão, felicidade e amadurecimento.


RAFAEL YAGAMI

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