CRÍTICA: A LINGUAGEM DO CORAÇÃO (2016)

Por Rafael Yagami

“O amor ultrapassa todas as barreiras”

Às vezes nos deparamos com algo tão extraordinário que nem parece ser real, é raro isso acontecer em um filme, mas quando acontece merece a nossa profunda atenção. ”A Linguagem do Coração” narra a história real de uma freira que se propõe a ensinar uma jovem cega e surda a se comunicar com o mundo e ter uma vida independe.  Partindo do principio a freira com um grave problema de saúde e uma menina que não sabe como ter higiene pessoal e até se alimentar, não vai ser uma tarefa fácil em nenhum momento.

O francês Jean-Pierre Améris assume a direção e o roteiro, usando e abusando dos contrastes, em determinados momentos o sentimento de felicidade e liberdade são apenas ilusões da prisão. O diretor conduz o filme praticamente como a menina vê o mundo, com poucos diálogos, é um filme muito visual, sendo até possível assisti-lo sem som talvez. O roteiro mostra muito bem a dificuldade tanto da vida da menina como do seu aprendizado, ora sendo um incomodo oras tirando lágrimas do público.

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A freira aqui é vivida pela famosa atriz francesa Isabelle Carré, constrói uma personagem cheia de camadas e extremamente forte. É impossível não se sensibilizar pela luta diária da freia tanto no aprendizado da menina como nas suas próprias limitações e dúvidas. Uma grande atuação digna de reconhecimento, sua presença em cena ultrapassa quaisquer elogio.

A jovem Ariana Rivoire de apenas 21 anos vive a menina, surda e praticamente cega desde a infância na vida real, nos trás uma atuação no começo de cortar o coração e depois de extremo sentimento de orgulho. Sendo deficiente nada vida real, conhecendo esse mundo complicado em que a personagem vive, transforma sua atuação em algo vivo e pulsante, deixando a produção mais real o possível, um grande trabalho de uma maravilha atriz.

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Marie Heurtin no original vai te surpreender logo na cena inicial, com sua batalha difícil promete ser um filme que ficará na memoria. Um tributo a todos que vivem ou passaram por essa situação, mesmo nos passando uma pequena fração da dificuldade que vivem diariamente. Com um final ao mesmo tempo emocionante e cruel, a produção merece destaque em meio a tantas biografias que são lançadas todo o ano.


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Nota: 10/10

Rafael Yagami

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