Crítica: A Forca (2015)

Por Felipe Ramos

 

A Forca ganhou fama e gerou expectativa após um viral intitulado “Charlie Charlie” se espalhar pelas redes sociais e algum tempo depois ser revelado que era apenas uma cena desse futuro lançamento. Diziam que era a melhor campanha de marketing já vista na indústria desde “A Bruxa de Blair”, o fenômeno de terror de 1999 que popularizou o estilo found footage e até hoje é apontado como um dos mais assustadores do gênero.

O fato é que a enorme repercussão desse viral não foi o suficiente para despertar o interesse no filme, mesmo quando estamos vivendo em uma época em que filmes de terror andam bem desvalorizados e os piores exemplares (salvo uma ou outra exceção) são os que chegam aos cinemas e fazem algum dinheiro (O fraquíssimo Annabelle arrecadou mais de 300 milhões de dólares mundialmente em 2014). A Forca estreou sem barulho nenhum nos Estados Unidos e aqui também, nem mesmo na estreia chamou a atenção das pessoas. Sorte do público, que se livrou de uma bomba.

A forca

A história começa na década de 90 durante uma apresentação teatral em uma escola, onde um dos atores é enforcado acidentalmente. 18 anos se passam e estamos na mesma escola, onde os alunos estão reencenando a mesma peça da tragédia (é sério). O protagonista masculino só entrou para o elenco por que é apaixonado pela protagonista feminina, mas é convencido por um amigo a destruir o cenário na madrugada anterior à estreia para não dar vexame, já que não tem vocação para ator. Eles dois + uma loira líder de torcida + a paixão do jovem rapaz (que aparece depois inesperadamente) entram no prédio da escola de madrugada para quebrar tudo e aí uma entidade do mal começa a persegui-los.

O uso da câmera na mão dos personagens é um artifício que aqui só serve para piorar o que já é ruim, deixando A Forca ainda mais inverossímil e com sequências dignas de fazer quem assiste gargalhar. É comum que nesse tipo de trabalho existam algumas situações forçadas em que as pessoas jamais se preocupariam em continuar filmando diante do perigo, mas aqui abusaram e passaram de todos os limites. Se existe alguma eficiência é em provocar alguma tensão sobre quando virá o próximo susto (sempre apoiado no artifício batido do efeito sonoro altíssimo) e só, não há uma única cena memorável ou marcante, é tudo bem batido e descartável.

the-gallows-a-forca_1505211641-800x500P.S.: Não me lembro de quando vi um elenco que atue tão mal quanto esse. E como todos sabemos, nesse subgênero de terror é essencial que os atores passem naturalidade para o espectador, ou é impossível embarcar na história.

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FELIPE RAMOS
FELIPE RAMOS

 

Nota: 1/10

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