Crítica: A Escolha Perfeita (2012)

Por João Paulo

 

Uma grande parcela da juventude ama os que são musicais juvenis. Muitos agradecem a geração “Glee” para se aproximar mais aos jovens a música. Também não se pode esquecer da participação vital de programas como The Voice, American Idol e variáveis que tem como foco pessoas comuns irem além do esperado e entregarem um show de talento. Curiosamente esse longa fez sucesso que se transformou em filme de culto, foca em outro fator que não esta na música, mas na mistura ideal dos clássicos dos anos 80.

O filme começa introduzindo uma briga de estilos a capela, estilo que foca a criação e exploração da musica apenas com as vocais e sem uso de aparelhos eletrônicos o acústicos, e o declínio visível das Bellas de Barden. Um tempo se passa e a jovem Becca (Anna Kendrick) necessita entrar em um grupo de faculdade para ganhar respeito do pai. E por um acidente do destino, ela entra nesse grupo de capela para focar seu destino. Além de tentar focar no seu destino, a jovem Becca vai descobrir sobre si mesma dentro desse grupo musical.

 

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O que se torna curioso sobre A Escolha Perfeita é que consegue alcançar um público bem menos esperado para um filme musical: Aqueles que odeiam tremendamente o gênero. Nem todos como exemplo consideram Glee como um expoente musical incrível, em realidade, muitos veem como um aborto televisivo em relação a questão musical. A Escolha Perfeita se preocupa mais em convidar o espectador para esse universo competitivo pelo fator competição.

A interação do elenco principal, onde Anna e Rebel Wilson brilham de uma maneira soberba, a reinvenção do estilo capela com músicas mais atrativas ao público e o balanço entre a comédia pastelão, o auto conhecimento e o romance a la Romeu e Julieta fazem esquecer literalmente que é um “musical”. Além de que as músicas são cantadas quando existe um contexto para isso, ou seja, dentro das competições. Um grande alivio. Também não se pode esquecer do duo cômico de John Micheal Higgins e Elizabeth Banks (que também é produtora e que depois se converte na diretora do segundo) que sempre estão aí para comentar sobre os eventos musicais.

 

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A Escolha Perfeita se torna um filme de culto por acertar em muitos momentos, a essência de uma sessão da tarde. Oscilando entre cenas hilárias e uma forte química entre as protagonistas. Muitos podem considerar uma diversão inofensiva, e realmente se comporta assim e é sua essência. Porém se converte em um filme ideal quando o foco esta entre a rivalidade, competição e auto conhecimento. Afinal, quem nunca vibrou quando encontramos a nota perfeita em uma competição musical na TV?

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JOÃO PAULO

 

Nota: 8/10

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