CRÍTICA: 50 TONS MAIS ESCUROS (2017)

Por Rafael Yagami

Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey, Anastasi decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

Depois do desastre que foi o filme anterior a direção do projeto passou para James Foley e tudo foi de mal a pior, trabalho sem vida e totalmente morto. Começando pelo péssimo senso de tom e ritmo do projeto, não sabemos se estamos assistindo ao drama erótico, suspense ou thriller psicológico, tudo isso misturado a uma edição brega e porca. Closes desnecessários, humor onde não deveria estar, causa desconforto e vergonha alheia, pior acho que seria impossível (espere até a terceira e ultima parte que chega em 2018).

O roteiro é assinado por Niall Leonard marido da escritora do livro que deu origem a isso, fica difícil pensar em como alguém aprovou esse texto, porque a produção acaba e o publico não sabe que história viu, é basicamente o dia a dia de uma mulher bipolar nas escolhas e um riquinho que tenta botar no trauma a culpa de sua idiotice. As “mudanças” no Christian Grey são tão mal feitas que parece trabalho porco amador, o personagem não convence  e não tem carisma algum. Anastásia se mostra totalmente sem cérebro logo nas primeiras cenas onde impõe que não vai mais querer nenhum tipo de pratica sadomasoquista, mas logo na primeira cena de sexo esquece seu patético discurso e logo implora por palmadas. O filme ainda nos brinda com diálogos maravilhosos como “Você me ensinou a fuder, Anastásia me ensinou a amar” ou “Não sei se te fodo ou te espanco” e eu pensando que nada iria superar o grandioso “Eu não faço amor, eu fodo, com força”.

No elenco temos duas ganhadoras do Oscar passando vergonha, começando pela grande Kim Basinger totalmente morta aqui, tomara que a atriz tenha conseguido um bom salário para valer suas três cenas onde leva tapa na cara de todo mundo. Marcia Gay Harden aqui como a grande mãe de todo mundo totalmente caricata. Dakota Johnson continua se mostrando esforçada, porém sem nada para trabalhar tira leite de pedra e tem a personagem talvez menos ridícula do filme. Jamie Dornan aqui continua merecedor de um framboesa de ouro, cria um precipício entre o publico, impossível sentir algo por esse personagem além é claro do velho e bom desprezo, o roteiro diz que deve ter mais emoções em determinadas cenas, mas o ator não consegue transmitir nada, desempenho pavoroso.

Fifty Shades Darker no original consegue ser pior que o anterior, o material original já é precário de conteúdo e transformar isso em filme se confirma aqui como uma tarefa impossível, essa história não tenta dialogar com nenhum tema, passar mensagem ou apenas ter um propósito, tudo aqui é forçado e extremamente vergonhoso. A trilha sonora continua sendo a única coisa que parece que esse filme investe, boas canções e todas mal colocadas na edição. Roteiro ruim, direção ruim, elenco bom (exceto Dornan) pagando mico. Mais uma vez essa franquia se encontra na sombra do fundo do poço.


RAFAEL YAGAMI

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