CRÍTICA 2: O CAÇADOR E A RAINHA DE GELO (2016)

Por Maurício Weasley

Desde a sua pré-produção, este nunca foi um filme que agradou a crítica. As extremas críticas de que o projeto era desnecessário e não tinha nenhuma função rondou todas as suas gravações e ainda está presente nas críticas mundiais. Entretanto, todo esse ódio plantado em torno do filme é exagerado e equivocado. O Caçador e a Rainha de Gelo está longe de ser um filme perfeito, mas não é a bomba que a internet quer que você acredite.

Freya é a irmã boa da toda poderosa Rainha Ravenna. Depois de passar por um trauma, no entanto, ela desperta para os poderes mágicos e se isola. Longe da irmã, ela constrói seu próprio reinado – se torna a Rainha do Gelo –, onde recruta crianças para compor seu exército, sob duas ordens: jurar obediência a ela e que os jovens abdiquem de qualquer forma de amor. Dois dos pequenos mais talentosos para o combate, Erik e Sara, crescem e se apaixonam. Quando Freya percebe que foi “traída”, no entanto, separa os dois. Paralelamente, o poderoso espelho mágico é dado como desaparecido. E será preciso impedir que o objeto caia nas mãos da nova rainha.

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A direção do filme é de Cedric Nicolas-Troyan e ele faz um trabalho decente. Seu trabalho aqui não merece destaque em comparação com outros quesitos do filme, mas não deixa a desejar. A divisão do filme é agradável, a forma que a trama do filme é desenvolvida também e em nenhum momento temos cenas desnecessárias mostrando um trabalho muito bom da direção, que soube muito bem o que adicionar no filme.

Evan Spiliotopoulos e Craig Mazin escrevem o roteiro, mas decepciona em alguns momentos. Vários diálogos aqui são extremamente genéricos deixando o filme muito formal. O romance criado no filme não chega a ser um problema, mas poderia ter sido melhor desenvolvido. A relação das duas irmãs é um pontoo positivo, mas os motivos que levaram as duas a brigarem são tão toscos como o motivo da rainha em perseguir Branca de Neve no primeiro filme.

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O elenco do filme é extremante competente. Charlize Theron e Emily Blunt roubam a cena como a dupla de Rainhas malíginas. A transição de Blunt de uma mocinha para uma mãe em ruínas exigia muito da atriz, e ela faz exatamente o que era esperado. Em nenhum momento você sente uma fraqueza na atriz, e que ela é uma das melhores atualmente em Hollywood não é nenhuma novidade. Chris Hemsworth e Jessica Chastain são mocinhos perfeitos, e é fácil acreditar na bondade deles.

Tecnicamente perfeito, trilha sonora animadora, fotografia de encher os olhos… não existe um pouco negativo tecnicamente. O Caçador e a Rainha de Gelo pode decepcionar um pouco em seu roteiro genérico, mas vale a pena em todos os outros pontos. É um filme agradável, que merece ser assistido e que foi feito justamente para divertir, nada mais que isso.


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Nota: 8/10

Maurício Weasley

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