Crítica: 007 Contra Spectre (2015)

Por Vinicius Montano

Depois do sucesso estrondoso e bastante elogiado de ‘007: Operação Skyfall’, que faturou o Oscar 2013 de melhor som e melhor canção original pela música de Adele que estourou nas rádios mundiais ‘Skyfall’, o 23º filme do agente secreto está de volta em 007 Contra Spectre e Daniel Craig como seu último papel de James Bond no cinema, mas ainda não se sabe se ele vai confirmar mais um filme da série. A direção é novamente consecutiva por Sam Mendes (do seu filme anterior e do clássico ‘Beleza Americana’)

James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre.

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O início com o plano de fundo do 007 no barril de pólvora apontando a pistola e dando o tiro que mancha o sangue homenageando a abertura dos filmes do Pierce Brosnan e de outros James Bond, a cena inicial antes da abertura da passeata do Dia dos Mortos com ótimas sequências de ação, e algumas tiradas exageradas quando ele explode do predio, a estrutura desaba e ele cai no sofá como se fosse um parque de diversões, mas fora isso as cenas muito bem feitas, a abertura do filme com uma música digna de um filme do James Bond ‘Writings on The Wall’ do Sam Smith, mostra o polvo simbolo do Spectre resumindo o arco todo dos filmes que o Craig atuou do Cassino Royale até esse filme aí.

O roteiro desse filme se torna uma piada de vexame, muito enrolado, arrasta muito o filme, tornando-se longo em 148 minutos de filme, prejudicando e muito o andamento da trama, e perdendo o brilho que Skyfall nos trouxe, se diminuisse 20 minutos a menos poderiamos ter uma surpresa, e o foco dele se ofusca, tomando às vezes cenas de ação exageradas, mas com alguns momentos bons, mas salva-se os ótimos efeitos especiais.

A fotografia do filme é boa nas cenas claras e nas cenas dark, o contraste dela ficou muito prejudicado, a direção de Sam Mendes não aproveita as cronologias mostrado nos outros filmes da série que o Daniel Craig participou, mas relembra a nostalgia do Blofeld numa grande surpresa, mas a atuação de Christoph Waltz é boa, mas certas vezes fica com tom de alívio cômico, mas não traz um vilão marcante, e também do Mr. Hinx de Dave Bautista, numa atuação mal aproveitada e que só fala uma boa palavra, salva-se as coreografias de arte marcial como a luta no trem com Bond, que foi uma das melhores, mas senti falta da surpresa de homenagear os dentes de aço, eternizado pelo recém falecido Richard Kiet.

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Mas quem roubou a cena foi Andrew Scott, o Moriarty da série Sherlock, esse ocupa o vilão coadjuvante que tenta erradicar o sistema 00 e criar o programa 9 Olhos, achei que esse merecia ser o vilão principal da série. As bond-girls Mônica Belucci, achei que deixaram para escanteio ao aparecer muito pouco, e Lea Seydoux mostra boa performance, carisma e boa química com o James Bond. E a atuação definitiva de Ralph Fiennes como o M, substituindo Judi Dench no papel do chefe do James Bond.

Com uma trilha sonora boa, edição de som impactante, mas com um desfecho frustrante, 007 Contra Spectre não é melhor que Skyfall que foi um marco na franquia e homenageou os 50 anos da franquia, mas tirando a boa diversão para os fãs de James Bond, apresenta um sinal de desgaste na franquia do Daniel Craig que há 10 anos atrás na época com 37 e hoje com 47, mas chegou na hora talvez certa, de despedir o ator na franquia na hora certa, mas não decepcionante, mas é melhor que Quantum of Solace.

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 6/10

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