Cinderela: O Conto mágico sem grandes surpresas

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Por: Willian Mattos

 

Nota: 5/10

 

Os estúdios Disney sabem como cativar o público. A fantasia sempre esteve presente na maioria dos seus filmes, tantos os de animação quanto os de live action, e é nessa tentativa que o estúdio busca apresentar mais uma vez em Cinderela, mas acaba derrapando em sua perspectiva.

Em sua nova adaptação no cinema, o faz-de-conta da pobre garota, que é maltratada pela madrasta e suas filhas e depois vive o famoso “felizes para sempre” quando encontra um príncipe encantado, é novamente produzido para as telas, porém o processo desenvolvido em Cinderela, dirigido por Kenneth Branagh (Thor), não é inovador e poucas vezes o longa consegue transportar aquela mágica sensação de contos de fadas.

O elenco de coadjuvantes contorna o filme de maneira peculiar, mas de forma imprecisa e sem muito destaque. Richard Madden, o príncipe encantado, não estabelece um entusiasmo na tela, nem mesmo o brilho no seu sorriso é o suficiente para atrair uma representação de rapaz galanteador. E Helena Bonham Carter, a fada madrinha, entrega o mesmo tom cômico da personagem da animação de 1950, mas que também não resulta em uma participação tão marcante. Cate Blanchett é um caso a parte, o talento em atuação da atriz é quase sempre inquestionável quando ela está em algum filme, porém, faltou espaço necessário para criar uma grande atuação na pele da Madrasta, mesmo ela sendo uma excelente atriz, o papel acaba sendo um pouco escasso, mas ainda há uma tensão assustadora nos olhares maldosos lançados pela personagem.

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Mas há algumas cenas em que o filme consegue destacar muito bem uma impressionante textura de delicadeza e beleza. A parte do baile no castelo é belíssima, bem desenvolvida e nostálgica, e remete em um momento intimista e muito significativo. A fotografia exuberante, junto de uma direção de arte refinada e os figurinos muito bem moldados e detalhados, serve também para garantir que exista um grande cenário para ressaltar uma áurea angelical na produção. Em termos técnicos, ok. E ainda com saldos positivos, a atuação de Lily James é um acerto para que as cenas em Cinderela saiam boas quando ela está presente, a atriz foi uma escolha favorável para viver a personagem, mas ela faz muito mais pelo filme do que ele deveria ser.

Mesmo sendo fiel ao clássico, a nova adaptação fica em cima do muro, o roteiro se estabelece em apenas ser correto, e em muitos momentos, acaba tornando a trama crua, sem brilho e sem aquela magia esperada, fazendo com que tudo seja passado de forma simples. O novo remake deve agradar boa parte das pessoas, por descrever exatamente as mesmas cenas do trabalho de 1950, porém não há um grande espetáculo em Cinderela como parecia mostrar os trailers de divulgação, pelo contrário, o filme é na verdade bem mediano.

 

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