Café Society(2016): Sociedade Elitizada

‘Café Society’ é mais uma obra de Woody Allen que lança filmes 1x por ano. Recentemente teve altos e baixos nos anos 2010, faturando até Oscar por melhor roteiro original em ‘Meia Noite em Paris’ em 2012 e melhor atriz para Cate Blanchett em ‘Blue Jasmine’ em 2014 e colecionando fiascos como ‘Você Vai Conhecer o Homem Dos Seus Sonhos’, ‘Para Roma Com Amor’, ‘Magia ao Luar’ e ‘Homem Irracional’. Em mais de 40 anos de carreira traz visões psicológicas diferentes em seus enredos a cada ano.

rs-247750-RS-Cafe-Society

A sua nova obra de arte passa em 1930. Um rapaz judeu (Jesse Eisenberg) deixa sua casa e família em Nova York para tentar fazer carreira na indústria do cinema em Hollywood e enfrenta problemas ao se apaixonar pela namorada de seu chefe.

O filme aprofunda o mundo dos bastidores do cinema antigo, diretores de época, suas filmagens por trás das câmeras e cadeira do diretor e a cultura judaica aprofundando um jovem pobre que sai de uma cidade para tentar a sorte na cidade mais industrializada, e mais uma vez consecutiva sobre adultério coisa que já foi dita em seu filme anterior. A narrativa que o próprio Woody Allen fez é agradável para você ver a um ar livre num fim de semana de sol sem grandes pretensões, a edição é um tom bem pitoresco.

cafe-society-fotos-4

O roteiro do filme deixa um pouco a desejar, principalmente no segundo e terceiro ato em que entra uma outra Vonnie personagem de Blake Lively que também estréia nas telonas com o muito bom ‘Aguas Rasas’ num papel mal aprofundado, parecemos que temos um Manoel Carlos o noveleiro da Globo que dirige as novelas sempre no bairro do Leblon e sempre uma protagonista com o nome Helena. O que podemos destacar bastante é a direção de arte refinada, figurinos cheio de brilho, trilha sonora nos 50 tons de Sinatra e cenários chiques.

Jesse Einsenberg como o protagonista judeu rouba toda a cena e tem seu filme todo entregue a ele. Kristen Stewart até que tá boa em tons dramáticos, mas erra as vezes nos tons românticos com suas expressões de Crepúsculo, mas tem uma química bem interessante com Eisenberg, cujo último trabalho juntos foi em ‘American Ultra’. Steve Carell numa atuação apenas ok, Blake Lively mal aproveitada seu papel e Corey Stoll em cenas pequenas, mas compensa.

Café Society é um retrato moderno sobre a sétima arte, um sonho intercultural e seus conflitos amorosos, num tom agradável, mas longe de ser a perfeição do mestre Allen, numa fita honesta e boa por sinal.

13939437_10210030845390892_4971178541406807443_n    Nota: 7/10

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: