BRIGHT (2017): “LONGA DESAGRADA COM ROTEIRO CONFUSO E SIMPLISTA”

Por Eduardo Tavares

 

 

A NetFlix tem investido pesado em Blockbusters de grande orçamento para trazer o cinema de grande apelo popular à casa das pessoas. A prova disso é a nova grande estréia desse mês no streaming: Bright. O filme que mistura fantasia e gênero policial traz muita ação e efeitos especiais.

O filme conta com um nome de peso em seu elenco. O ator Will Smith conhecido pelo filme MIB, Eu Sou A lenda e muitos outros. Ele retorna ao gênero de ação que o fez tão popular no papel de um policial. Isso remete a outros tantos papéis de agente que ele interpretou no passado. Assim como em MIB, temos em Bright um Will Smith que luta para defender a paz em um mundo onde criaturas não humanas coexistem com os humanos.

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Daryl Ward (Will Smith) e Nick Jackboy (Joel Edgerton) são uma dupla de policiais que em uma ronda noturna são envolvidos em uma trama apocalíptica. Eles entram em uma disputa com outras criaturas pela posse de uma relíquia mágica, que pode mudar os rumos da civilização.

Dirigido pelo mesmo diretor de Esquadrão Suicida, no qual Will também atuou, Bright se passa em uma Los Angeles cheia de caos habitada por humanos, fadas, elfos e orcs. Essa coexistência de espécies tão diferentes em um ambiente similar à nossa realidade caótica serve de pano de fundo para falar sobre o desafio milenar de toda sociedade: o respeito e a valorização da diversidade.

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Já é possível perceber a tentativa de abordagem do tema nas primeiras cenas do longa onde Will explica para a sua filha sobre a importância de respeitar as diferenças, pois o fato dos dos orcs serem diferentes dos humanos não significa que tem má índole ou são menos capazes. Isso tudo logo após matar uma fada que rondava a sua casa fazendo bagunça. Faça o que eu digo, mas não o que eu faço.

É uma pena que o filme tenha se perdido em um roteiro confuso e simplista. Nem as cenas de explosões, luta corporal, tiros e principalmente, perseguições no maior estilo Velozes e Furiosos são capazes de prender o espectador, que fica perdido na confusão da  história. As quase duas horas de  duração poderiam ser reduzidas pela metade, o que tornaria o filme mais dinâmico e com maior potencial de prender a atenção do espectador.

O tema da diversidade poderia ter sido melhor aproveitado, e acaba parecendo apenas um pré requisito a ser preenchido, uma vez que a maioria dos filmes e séries da NetFlix cumprem esse papel social. Temos os exemplos de sense8 e Luke Cage que tem elenco diverso e inclusivo, respectivamente.

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