Ben-Hur (1959)

Hoje o “Domingos Clássicos” é especial! Acontece hoje a noite a grande premiação do Oscar. Minha indicação de filme para comemorar a grande premiação do cinema mundial é Ben-Hur (1959). Esta é a 3º adaptação para as telas de cinema de Ben-Hur. As anteriores ocorreram em 1907 e em 1926, ambas sendo homônimas e mudas. Mais uma versão está prevista para 2016. Ben-Hur é um dos recordistas de Oscars recebidos, com 11 estatuetas.

Grandioso clássico! É impossível terminar de assistir “Ben-Hur” e não ficar impressionado com tudo que foi visto. William Wyler dirige com perfeição essa obra prima do cinema. Charlton Heston encena com convicção e se sai muito bem, Oscar merecido. As locações e a fotografia são coisas de outro mundo. E o belo trabalho de milhares de figurantes faz com que as cenas passem uma realidade fora do comum, algo que não conseguimos ver em qualquer filme. 

A sequência final envolvendo a corrida de bigas é incrivel.Tudo bem realizado,e com uma edição de som brilhante.O que impressiona também,é a intensa trilha sonora no longa.Não há uma cena sequer que os tons suaves não apareça.Um filme para ser revisto muitíssimas vezes.

A produção de Ben-Hur foi uma bem-sucedida tentativa da MGM de sair da ameaça de falência.Gore Vidal declarou certa vez que o roteiro original previa um relacionamento homossexual entre Ben-Hur e Messala. Como o diretor William Wyler sabia que Charlton Heston nunca aceitaria interpretar um personagem com nuances homossexuais, Vidal instruiu Wyler a apenas contar a Stephen Boyd, intérprete de Messala, sobre este relacionamento. Este fato pode ser notado no próprio filme pelas diferenças no modo de falar de Ben-Hur e Messala.

A MGM, produtora do filme, queria que um autêntico barco romano fosse utilizado nas cenas de batalha de Ben-Hur. Para tanto, contratou um engenheiro que havia estudado durante toda sua carreira arquitetura romana. Quando ele apresentou o design do barco aos engenheiros da MGM, estes disseram que o barco afundaria, pois era muito pesado. Ainda assim o barco foi construído e, ao ser colocado no oceano, inicialmente flutuou. Porém, logo após uma pequena onda fez com que o barco afundasse. Deste modo, a MGM resolveu colocar o barco em um gigantesco tanque onde suas cenas seriam rodadas, com cabos prendendo o barco ao tanque.Além disso, outro problema enfrentado era conseguir dar à água o tom azul-mediterrâneo necessário para que as cenas ali rodadas parecessem reais. A água inicialmente era marrom e escura e, para conseguir a tonalidade de cor necessária, foi utilizado um composto químico que, apesar de fazer com que a água ficasse azul, fez também com que fosse formada uma crosta em toda a superfície da água, que precisou ser toda retirada do tanque por operários da MGM.Um dos figurantes caiu na água e lá ficou por muito tempo. Ao sair, este extra estava totalmente azul e teve seu salário pago pela MGM até que a cor saísse de sua pele.

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Igor Quadros 

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