Bates Motel

Por Renato Alves

 

Ao pensar em como construir minha análise sobre BATES MOTEL fiquei com uma dúvida: focar no quanto eu tinha receio quando foi anunciada essa série ou abordar o quanto todos nós temos de Norman Bates? Na dúvida resolvi comentar, um pouco, em cima dos dois pontos. Mas, priorizando o primeiro. A série é um “prólogo contemporâneo para o filme “Psicose”, do mestre Alfred Hitchcock, e retrata a conturbada e psicótica relação entre Norman Bates e sua mãe, Norma Louise Bates.

Inicio meu olhar sobre o quanto fiquei temeroso quanto à série foi anunciada. Acho perigoso e cruel qualquer tipo de remake ou refilmagem. Com raríssimas exceções, 90% das vezes, são obras sem criatividade. Produções que buscam apenas uma grana mais. Particularmente, aprecio os olhares de Tim Burton sobre esses clássicos. A meu ver ele faz uma releitura sobre o original e não uma simples “reprise”. Porém, em todos os casos meu medo é muito maior do que a esperança.

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No caso de Bates Motel, mantive certa expectativa, apesar de ter muito temor. Afinal, se um roteirista inteligente e instigante fosse contratado as possibilidades de trama seriam enormes. Mostrar como surgiu e como “nasceu” o serial killer mais famoso do cinema era uma enorme chance e valia a pena o risco. Entretanto, eu sei o quanto os produtores costumam errar em histórias que parecem tão simples. Verificamos isso, por exemplo, no recente “O Quarteto Fantástico” e em outros milhares de caso antes.

Ao assistir o primeiro episódio de BATES MOTEL descobri que a série tinha sido um acerto impecável. Roteiro espetacular, que respeita o antigo e que pontua uma base sólida na construção dos personagens. Do primeiro ao último episódio, de cada temporada, sinto a evolução do personagem. Parece que os roteiristas bebem e respeitam, de verdade, o clássico realizado com maestria pelo mestre do suspense. Tenho certeza que não preciso anunciar seu nome.

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O elenco da série foi escolhido minuciosamente e praticamente todos estão impecáveis. Com destaque para os dois protagonistas: Vera Farmiga (Norma) e Freddie Highmore (Norman). Além de mãe e filho também aplaudo, de pé,  Nestor Carbonell (Xerife e eterno Richard de Lost). Convincente e ambíguo como o personagem pede e a trama exige.

BATES MOTEL está na terceira temporada, de sucesso absoluto e já confirmou mais duas temporadas.

Sinopse – Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decidiu começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, em Orgeon, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela compra um velho motel abandonado e a mansão ao lado. Mãe e filho sempre compartilharam uma relação complexa, quase incestuosa. Trágicos acontecimentos vão empurrá-los ainda mais. Todos eles agora compartilham um segredo obscuro.

Sobre o quanto todos nós temos de Norman Bates, em nosso interior na vida real é simples: ao sermos pais (ou mães) descobrimos que o mundo é muito mais psicótico do que imaginamos. A partir desse novo “nascimento” se detecta que se um filho/filha for colocado sobre situação de perigo ou risco (sendo ou não numa cena de chuveiro) nosso melhor (ou pior) surge de dentro de nossa alma e matamos centenas se for preciso. Querem apostar?

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RENATO ALVES
RENATO ALVES

4 comentários em “Bates Motel

  • 20/10/2015 em 01:40
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    Sim concordamos com você Marcelo Lubieska, continue a nos visitar

  • 24/09/2015 em 14:20
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    Norman Bates é um pouco de cada um de nós……..kkk

  • 15/08/2015 em 20:22
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    Legal vou tentar assistir, sou mãe e vale a pena ver ..

  • 13/08/2015 em 21:07
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    muito legal, vou procurar assistir, como sempre ótima indicação e avaliação.

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