BATES MOTEL – SEGUNDA TEMPORADA

Por Allyson Leite

A série ‘Bates Motel’ traz em sua primeira temporada uma história envolvente e interessante como um spin-off ou preludio do filme ‘Psicose’ de Alfred Hitchcock. A trama se inicia de uma forma maravilhosa e na sua segunda temporada tenta manter o nível de qualidade. Se por um lado os criadores levam a séria para um lado mais policial e com subtramas que estão ali para atrair o público atual, por outro lado com isso a história se distancia um pouco do clássico dos anos 60.

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Em sua segunda temporada ‘Bates Motel’ consegue desenvolver muito bem os personagens já apresentados anteriormente. E o drama familiar da família Bates está mais presente agora. Norman e Norma continuam com uma incrível química em cena, e a tensão quanto aos problemas do jovem Norman aumenta conforme segredos vão sendo revelados ao longo da temporada. Se antes havia dúvidas com respeito a sanidade do garoto, a segunda temporada trata de eliminá-las. A cada episódio é visível a confusão mental que tanto atormenta Norman. E a cada dia que passa a morte da srta. Watson o deixa mais obcecado. Se não bastasse isso, o passado sombrio de sua mãe torna difícil manter Norman estável, pois seus apagões estão mais frequentes.

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Também notamos nesta temporada uma atenção maior aos problemas presentes no cotidiano de White Pine Bay. Logo os personagens se veem envolvidos em chantagem, assassinatos e tráfico de drogas. A partir daí o foco nos personagens Dylan e Alex Romero se amplia. A série abre espaço para mais cenas de ação e as tramas sempre se cruzam em direção ao Motel. Nesse ponto a temporada acerta a dose ao mostrar os conflitos entre os grandes chefes do comércio de maconha. Temos também um destaque maior na personagem Emma Decody, confusa por causa de seu relacionamento com Norman, e ainda desacreditando que seu estado de saúde possa melhorar, procura conhecer outras pessoas e acaba se envolvendo com um traficante.

A inserção de novos personagens na série pode causar certo incômodo. Muitas das novas tramas apresentadas surgem desinteressantes e desaparecem de forma rápida. Particularmente a temporada perde pontos nesse quesito pois muitos personagens são completamente esquecíveis. Algumas tramas estão ali somente para criar atritos nas relações pessoais de Norman e em seu relacionamento com a mãe. Já Caleb Calhoun interpretado por Kenny Johnson é colocado com uma boa justificativa, e aos poucos o personagem vai tomando forma.

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A trilha sonora, entretanto, melhora muito, os arranjos instrumentais estão mais presentes e a melodia mantém a série com um ar mais denso e com uma carga dramática acentuada. O trabalho técnico é quase perfeito e a fotografia é fantástica. Os cenários e figurinos estão com detalhes cada vez mais impecáveis.

‘Bates Motel’ continua entregando o que tem de melhor e agrada ainda mais os fãs. Uma temporada que conta com alguns plot twists e um enredo muito bem construído. De fato, não é a melhor temporada da série, que já está a caminho de sua quinta e última. Mas também está longe de ser ruim.


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Allyson Leite

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