CRÍTICA: AS MONTANHAS SE SEPARAM (2016)

Por: Rafael Mayrink

A historia que não conseguiu ser contada, de uma amor e escolhas erradas.

O filmes começa interessante, apresentando a cultura e a vida dos chineses na virado do século em 1999. Porém, quando os personagens são apresentados começa a tristeza.

A história em três partes que se inicia no fim da década de 1990 e acompanha Tao, bela jovem da província de Shanxi que se vê dividida entre dois pretendentes, seus amigos Zhang e Liangzi. O primeiro herdeiro de um posto de gasolina, enquanto o outro trabalha em uma mina de carvão, e as consequências da decisão da mulher reverberam em 2014 e 2025.

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O elenco é composto por Tao Zhao (Tao), Zhang Yi (Jinsheng) e Liang Jingdong (Liand). Não tem como decidir quem esta mais perdido, mesmo com seu carisma Zhao não salva a personagem de momentos constrangedores e bastante ridículos, mas não por causa das situações, e sim por causa da direção do filme.

O diretor Jia Zhang-Ke não conseguiu fazer com que os atores tivessem uma química, e forçar romances, e em nenhum momento você acredita. Outro erro da direção, foi não saber qual história contar. Pois é visto três personagens, porém não houve tentativa de encerramentos dos arcos de nenhum deles. Fazendo com que você se pergunte, “Mas e aquele personagem, o que aconteceu com ele?” Deste do primeiro momentos você tenta se apegar a alguém, quer sentir pena, sofrer ou ficar alegre pelas escolhas, mas não existem nenhum tipo de construção de empatia, pois os atores estão no modo automático e não está preocupado em conquista o público.

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O roteiro é uma bagunça, no início não tem como saber quanto tempo passou, não existe mudança de caracterização dos personagens, até as roupas continuam a mesma, e quando a personagem Tao, tem um filho, você fica totalmente sem saber quanto se passou deste o casamento. E com falas de da vergonha, não sei se foi por causa da legenda e ela não conseguiu pegar a emoção e o sentimento que estava sendo dito, mas os diálogos são muito superficiais e acaba dando sono. O filme ainda é longo de mais, 120 minutos de uma história, e esta história foi muito mal contada.

Na parte técnica melhora um pouco, a trilha sonora e a fotografia são boas, as música entram no momento certo e consegue da um clima para o filme, vale a pena fechar os olhos escutar. Tem uma cena de efeito especial muito mal feito, que não fez nada para história e até agora não sei o porque estava lá.

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As montanhas se separam. Não consegue agrada o público que busca um romance por causa da direção ou um drama por causa das interpretações. Com uma belíssima trilha sonora e uma fotografia boa, o filme não consegue fazer seu público parar de olhar no relógio e ficar perguntando a cada cinco minutos se falta muito para acabar.

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Rafael Mayrink
Rafael Mayrink

 

 

Nota: 2/10

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