A VIDA É UMA FESTA: ” É UM RETRATO EMOCIONANTE E DELICADO AO RETRATAR SOBRE TRAUMAS FAMILIARES “

Por Alysson Melo

 

A parceria Disney e Pixar continua trazendo bons frutos a casa do Mickey Mouse, bom exemplo disso são as últimas animações feitas pelo estúdio que trata de focar em assuntos e dramas familiares que tendem a emocionar o público, ao assistirmos essas animações podemos observar que as animações vem dando prioridade por contar histórias mais densas e dramáticas com apelo maior para adultos e nem tanto as crianças como é o caso de “Procurando Dory”, “Carros 3” e entretanto cativam o público menor por suas histórias trazerem personagens bem interessantes, com humor, carisma e storybords bem coloridos e que chamam a atenção da garotada. Esse plano estratégico da Pixar/Disney vem dando certo, nas ultimas pesquisas feitas que o público adulto vem conferindo cada vez mais as animações e sem a presença de crianças, de maneira que essa fatia do bolo vem dando muito lucro e boas bilheterias, e com “Viva é uma Festa” não poderia ser diferente apesar de toda polêmica envolvendo a exibição da animação nas redes de cinema do Brasil, não deve atrapalhar o rendimento de bilheteria ainda mais após ter ganho o globo de ouro 2018 e sem duvida será indicado no Oscar e em outras premiações o que dará um prestígio maior a essa animação.

A história mostra a vida do garoto Miguel Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, sua vida e suas feições tudo leva a música, ele vive com suas família que por conta de uma tragédia familiar acabou trazendo traumas para seus parentes que impedem Miguel de escutar música, cantar e vivenciar qualquer tipo de musica, mas após brigar com seus pais por impedirem dele tocar, ele decide ir atrás de um violão para tocar numa festa ele acaba indo para o mundo dos mortos onde ele precisará lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar onde correr contra o tempo para salvar sua família será o seu maior desejo.

@Divulgação Disney/Pixar

A direção fica a cargo de Lee Unkrich que nos trouxe os emocionantes: “Toy Story 3 (2010)” e “Procurando Nemo(2003)” que possui uma ampla experiência em dirigir animações para o estúdio Disney/Pixar com mais de 25 anos de carreira e 10 longas lançados ele mais uma vez consegue trazer toda a áurea emocional em contar uma história inédita e única que consegue direcionar muito bem os atores dubladores em captar a essência dos personagens e deixa-los cada vez mais próximos da realidade. Lee teve uma ajuda nesse filme que foi a parceria do roteirista e também diretor Adrian Molina que faz a codireção e escreveu o roteiro, ele que faz sua primeira inserção em direção de animações, Adrian tem experiência com roteiros com os longas “O Bom Dinossauro (2015) “ e “Universidade Monstros (2013) “ a dupla deu certo e trouxe uma animação a altura da Pixar Estúdios.

No elenco de dubladores temos vários rostos conhecidos como Gael Garcia Bernal como Hector, Benjamin Bratt como Ernesto de la Cruz, Edward James como Chicharron, já o menino Miguel protagonista é vivido pelo ator Anthony Gonzalez estreante e com poucos filmes no currículo. Na dublagem brasileira temos Nando Pradho, Filipe Bragança, Leandro Luna, Adriana Quadros, Arthur Salerno e o cantor Rogério Flausino que faz sua estreia em  animações, no longa ele dubla o personagem Gustavo um jovem músico.

@Divulgação Disney/ Pixar

A trilha sonora original é de autoria de Michael Giacchino e a música tema é pela Kristen Anderson-Lopez com lindas canções e belas melodias temas as músicas “Un Poco Loco”, “The World Es Mi Familia”, “Remember Me (Reunion)”, “Proud Corazon”) de maior destaque na animação. Já na versão brasileira temos “Lembre de Mim” e “Um Bom Conselho” interpretadas por Nando Pradho, “Nunca esqueci Juanita” por Leandro Luna, “Un Poco Loco” por Arthur Salermo e Leandro Luna e “O Mundo es mi Familia” por Arthur Salermo e Nando Pradho entre outras canções.

A elaboração do roteiro teve um grande diferencial ao trazer uma historia divertida, alegre, emocionante e repleto de cores do México. Acerta ao abordar um tema familiar onde um trauma abala a todos onde a música é a desgraça da família, e é nesse enredo que Viva é uma Festa traz grandes e ótimos momentos todos ligados envolta da musicalidade e na alma do personagem em ser músico e vivenciar a música. Retratar o mundo dos mortos de maneira bem natural e simples de forma que não se mostra nada pesado e de conteúdo de difícil assimilação. O roteiro muito bem escrito e de fácil entendimento desde os mais pequenos até os adultos irão se encantar ao assistir a esse incrível história com muita música, aventura e delicada relação entre o menino protagonista e a sua bisavó Coco que dá titulo a animação original, que no Brasil teve o seu nome alterado para Lupita. Outro destaque é termos o primeiro protagonista de pelo morena em uma animação da Pixar, assim o estúdio traz uma diversidade em trazer novas características de pessoas que anteriormente nunca tinha sido usadas, o que é muito positivo de se abordar.

@Divulgação Disney/Pixar

Viva a vida é uma Festa teve sua história inspirada na cidade do México Guanajuato onde se mostra a terra dos mortos, além de como de costume possuir easter eggs de outros títulos da Pixar, esse não poderia ser diferente onde na cena em que Miguel caminha pelas rua, e você pode notar que existem piñatas de vários personagens da produtora, como do Mike Wazowski, Buzz Lightyear e  Woody. Trazendo assim elementos que interliguem as animações entre si onde dá uma marca registrada e característica do estúdio que só por esses detalhes já remeta a eles. A animação possui vários temas como, traumas familiares, tragédias, celebração aos mortos, espiritismo, musicalidade, amor fraterno e amizade. Mesmo após toda a polêmica em volta da dela por conta da porcentagem de lucro entre as redes exibidoras dos cinemas e a Disney, onde poucas redes de cinema brasileiras não aderirem por exibir o longa em suas salas, a animação terá vida longa nos cinemas. É um retrato emocionante e delicado ao retratar sobre traumas familiares e de como a música pode ser um verdadeiro pilar e exemplo na vida de uma pessoa.

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