A GRANDE JOGADA (2017) “MAIS UMA CARTA CERTA DA JESSICA CHASTAIN”

Por Geofry Hanney

 

Indicado ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado, “A Grande Jogada” (Molly’s Game) é o primeiro longa de Aaron Sorkin que se tornou ilustre escrevendo roteiros muito bem desenvolvidos como The Social Network (2010), Moneyball (2011), Steve Jobs (2015) e agora Molly’s Game, que se torna seu primeiro trabalho na direção.

 O filme conta a história da ex-esquiadora Molly Bloom, que após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos, decide tirar um ano de folga dos estudos e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Através de circunstâncias curiosas, ela acaba se tornando milionária e famosa por organizar os mais exclusivos jogos de pôquer da região.

@A Grande Jogada / Divulgação Diamond Films

A direção opta por uma narrativa acelerada, que é ministrada propriamente pela Molly Bloom. Através de monólogos e diálogos ousados, é possível se galhofar na história, fazendo com que o público manifeste interesse por todas as armadilhas e desleixes que envolvem o pôquer.

A Jessica Chastain oferece uma atuação muito realista, carregada de olhares desconfiados, com um medo inerente de que tudo acabe dando errado, o modo otimista de como ela se conduz ao resolver uma complicação, é uma interpretação que precisa ser muito convincente, e que com a falta de empenho acabaria tornando a história superficial. Já o Idris Elba, convence muito bem na forma como ele se divide quanto as suas motivações em ajudar a protagonista.

@A Grande Jogada / Divulgação Diamond Films

 Já a edição de montagem tem um papel fundamental em dar vida a todas as cenas de pôquer, que somando com a narrativa da Molly Bloom, não torna o desfecho lento e debochado. Porém, o ato final acaba se tornando arrastado, com pelo menos um tríplice de coincidências que acabam suavizando a vida da protagonista.

 A Grande Jogada é um filme comprometedor, com mais acertos do que erros, entregando um bom trabalho de Sorkin na direção, revigorado por uma atuação competente da Jessica Chastain. Porém, o final cai na breguice com uma metáfora ultrapassada usada no cinema, reforçada por uma explicação psicológica para os atos cometidos por Molly Bloom.

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