A feiticeira (1964)

Hoje no nosso momento nostalgia, a serie escolhida é “A Feiticeira (1964)”. Foi uma serie de televisão americana transmitida de 1964 a 1972. Samantha e James seriam um típico casal americano se não houvesse um detalhe inusitado: Samantha tem o poder de fazer mágica com uma simples torcidinha do nariz. E o marido James, um publicitário atrapalhado, também tem características incomuns, apesar de não ter nenhum poder excepcional. Quando descobre os dons da jovem esposa prefere ignorá-los, sem jamais contar com eles na solução dos seus problemas. Ele segue trabalhando duro, levando bronca do chefe, sem pedir ajuda a sua bruxinha particular. Já Samantha, fiel a sua origem, está sempre tentando usar todos os seus poderes, para facilitar a vida do casal.

A série fez sucesso imediato, conquistando logo em sua primeira temporada os primeiros lugares de audiência. As pequenas aventuras que Samantha se envolvia por causa da mágica ou de algum outro personagem eram simples e seguiam bem o estilo das produções dos anos 60. Talvez por isso o público era e ainda é formado tanto por crianças quanto por adultos. Vale citar também os vários personagem coadjuvantes que apareceram na série ao longo das temporadas. Primeiramente, Endora, mãe de Samantha, a personagem mais recorrente, sendo interpretada pela famosa atriz Agnes Moorehead. Não gostava de James e era uma das principais responsáveis por metê-lo em confusões. Outros dois personagens que apareciam com frequência eram os vizinhos da casa da frente aos dos Stephens, Abner e sua esposa bisbilhoteira Gladys Kravitz, interpretados por George Tobias e Alice Pearce, que faleceu ao final da 2ª temporada, sendo substituída por Sandra Gould. Gladys sempre suspeitava de que algo não era normal, mas nunca conseguiu descobrir de fato.

A produção de A Feiticeira enfrentou ao longo das oito temporadas diversas mudanças no elenco. Algumas motivadas pela morte de algum ator, doença ou, no caso das crianças, de acordo com o crescimento. Mas a principal e obviamente mais notada mudança no elenco está relacionada ao ator que interpretava James. Ao final da 5ª temporada, os sérios problemas de coluna de Dick York agravaram. Eles existiam desde um acidente sofrido pelo ator durante as gravações de uma filme em 1959 e dificultavam seu trabalho. York foi então substituído por Dick Sargent, que permanecer até o final da série. A abertura do programa, uma animação criada pela famosa Hanna-Barbera, também teve a figura do personagem alterada.

A mudança do intérprete de um dos personagens principais levou a uma significativa queda na audiência. Mas a série acabou conseguindo manter boa parte do público por mais algumas temporadas, o que é raro em casos como esse. Durante a 7ª temporada, a queda da audiência foi mais acentuada, porém a ABC renovou a série para um oitavo ano. Nela, foram realizada grandes modificações, dentre as quais a redução no número de participações de personagens ocasionais, com os populares Kravitz e o tio Arthur não aparecendo em nenhum episódio daquele ano. Além disso, vários roteiros de episódios de temporadas anteriores foram reutilizadas. A audiência caiu ainda mais, fazendo com o que a ABC mudasse A Feticeira de horário. Entretanto, acabou batendo de frente com o programa líder de audiência daquela temporada, All in the family, determinando seu cancelamento.

Ao todo, foram produzidos 254 episódios durante as 8 temporadas. É curioso perceber, por exemplo, que a 2ª temporada foi composta por 38 episódios, um número muito alto, fato comum nos anos 50 e 60, que contrasta fortemente com o padrão atual de 22 a 24 episódios por temporada.

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Igor Quadros

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